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Governo de MG conhece SER Família Capacita; “Experiência exitosa realizada em MT”, afirma secretária de Desenvolvimento Social

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Foram apresentados dados e a metodologia do programa idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes
¿O Programa SER Família Capacita, do Governo de Mato Grosso, foi tema de uma reunião online, realizada nesta quarta-feira (31.02), entre representantes das Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso (Setasc-MT) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (Sedes-MG). O encontro foi solicitado pela Sedes-MG com o objetivo de obter mais informações sobre o funcionamento e metodologia do programa, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes.

A abertura da reunião foi realizada pela secretária de Assistência Social de Mato Grosso, Grasi Bugalho, que explicou como o Governo do Estado tem priorizado o atendimento ao público de baixa renda e buscado cada vez mais estratégias para melhorar a atuação.

“Para nós, é muito importante compartilhar o que a gente já fez, quais estratégias estamos usando, principalmente junto aos municípios, por meio dos CRAS para chamar esse público. Mas é um processo, e a cada dia estamos dando um passo à frente, sempre buscando novas estratégias para atrair o público para a capacitação e evitar a evasão”, disse.

A secretária ressaltou o fato de que Mato Grosso, atualmente, está no nível de empregabilidade total, de acordo com as estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregado (Caged).

“Pelas estatísticas, abaixo de 3% de desemprego, é considerado empregabilidade total. Estamos em segundo lugar no Brasil, atrás apenas de Rondônia. Mas nesse faixa, de extrema pobreza, que é a faixa do programa SER Família, e que precisamos buscar e colocar para a capacitação, também temos problemas”, explicou.

A secretária de Desenvolvimento Social de Minas Gerais, Elisabeth Jucá e Melo Jacometti, pontuou que já foram realizados em Minas Gerais projetos de capacitação, mas que o principal problema enfrentado é a evasão dos cursos, e, por isso, ao saberem do programa realizado em Mato Grosso, buscaram informações sobre a experiência exitosa do Estado.

“Não temos vergonha em dizer isso e este é um dos motivos pelo qual viemos até vocês para que possamos trocar ideias e conhecer a experiência exitosa que é realizada em Mato Grosso, entender o que e como estão fazendo”, completou.

A titular da Setasc, Grasi Bugalho, destacou também os investimentos realizados, por meio da Secretaria de Comunicação (Secom), na publicidade do programa, para que a informação chegue para toda a população do estado.

“Fora as estratégias realizadas pela nossa equipe técnica, tem um investimento alto em marketing, por meio da Secom, na divulgação com outdoor,  adesivagem de banco de ônibus circular e também pelo rádio”, contou.

O subsecretário de Inclusão Produtiva, Trabalho, Emprego e Renda, Arthur Albergaria Campos, agradeceu a disponibilidade de atendimento, principalmente da secretária Grasi Bugalho.

“Agradeço a toda a equipe, foi muito boa a explanação. Eu acho que abriu muito os nossos horizontes, porque a gente já está executando e agora vamos aperfeiçoar essa execução. E, com certeza, se precisarmos, entraremos em contato, assim como nos colocamos a disposição para trocarmos informações”, concluiu.

Estiveram presentes na reunião a secretária adjunta de Cidadania e Inclusão Socioprodutiva (Sacis) da Setasc/MT, Marilene Marchese; a superintendente de Promoção do Trabalhador, Danielli Denise Santos da Setasc/MT; o assessor especial da Setasc/MT, Emerson Toledo Santana; as técnicas da Setasc/MT, Gabriela Cristina Monteiro e Luzia Rocha Silva Vicentim; o diretor de Articulação e Planejamento de Educação Profissional da Sedes/MG, Marcos Eduardo Batista; e o superintendente de Educação Profissionalizante da Sedes/MG, Gilmar Alvares Cota Junior.

Aproximadamente 10 mil alunos já se matricularam em 34 cursos de formação oferecidos pelo SER Família Capacita, em 117 municípios de Mato Grosso, alcançando 83% de todo o Estado. São 350 turmas concluídas e 84 em andamento.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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