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Governo de MT atende 30 mil famílias e cerca de 5 mil indígenas com água potável

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O programa “Água para Todos” do Governo de Mato Grosso já alcançou 10% da população indígena do Estado com água potável. A ação é executada pela Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat) e amadrinhada pela primeira-dama Virginia Mendes.

Desde 2019, a Metamat fez 461 poços artesianos abastecendo cerca de 30 mil famílias no Estado, dentre elas cerca de 5 mil indígenas em 40 aldeias. Cerca de R$ 45 milhões foram investidos. Recentemente, a Companhia lançou licitação para a aquisição de mais 210 poços artesianos para atender todo o Estado e novas comunidades indígenas, a pedido da primeira-dama. O investimento é de aproximadamente R$ 35 milhões.

Para Virginia Mendes, garantir a segurança das famílias, em especial dos povos originários, é um sonho. Segundo ela, o programa deve atingir grande parte da população que ainda não tem acesso ao recurso.

“Nós sabemos da importância da água de qualidade, ela é um mineral imprescindível para nossa saúde, por isso abracei o programa Água para Todos. Os 10% que já alcançamos da população indígena é um marco, mas vamos expandir ainda mais. Esta semana visitamos a aldeia Meruri e foi emocionante ver o poço que articulei pronto, e quero ir em outras aldeias e testemunhar essa conquista para o nosso Estado. Agradeço ao presidente Juliano Jorge pela dedicação nos projetos, bem como toda sua equipe; ao superintendente de Assuntos Indígenas de MT, Agnaldo Santos, e, especialmente, ao governador Mauro Mendes pelo apoio em todas as ações, em especial no social”, disse Virginia Mendes.

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O presidente da Metamat, Juliano Jorge, destacou a procura dos municípios pelo programa e contou sobre a parceria da primeira-dama de Mato Grosso. “É um dos grandes trabalhos que temos realizado na Metamat e o mais procurado pelos prefeitos e vereadores. A primeira-dama Virgínia Mendes é madrinha do programa e pediu para que ele fosse levado às aldeias indígenas. Ela tem um amor pelos povos indígenas do nosso Estado e temos atendido as demandas. Agradeço à primeira-dama e ao governador Mauro Mendes por destinar recursos para que possamos providenciar mais poços artesianos no Estado, especialmente para atender aos indígenas”, destacou o mandatário durante a ação de entrega de poços artesianos e cestas de alimentos na aldeia Meruri, no município de General Carneiro (a 450 km de Cuiabá), nesta semana.

“Mato Grosso é o único Estado que banca os poços artesianos com recursos próprios. A Metamat é uma especialista nisso. É uma empresa pública de geologia que tem feito diferença. Muitos prefeitos e vereadores têm nos buscado pedindo poços para garantir água potável. Com essa nova licitação dos 210 poços, esperamos que fiquem prontos até novembro”, informou o presidente da Metamat.

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O cacique da aldeia Meruri, Osmar Aroenoguaijwy, destacou que a comunidade vive um momento histórico e a aldeia passa por uma transformação positiva com esse contato direto com o Governo do Estado e com o município. “Recebemos uma caminhonete, mas antes disso conseguimos via Seaf (Secretaria de Estado de Agricultura Familiar) outros implementos agrícolas para o nosso trabalho. Hoje, trabalhamos com peixes e, futuramente, com mandioca e também com gado. Isso é sustentabilidade e trabalhar com o social. Dona Virgínia é sempre ativa nas questões sociais e temos cesta de alimentos e agora o poço artesiano. Só temos a agradecer”.

O superintendente de Políticas Indígenas da Casa Civil, Agnaldo Santos, destacou que tem muita gratidão à primeira-dama Virgínia Mendes e às ações que tem conseguido realizar para os povos indígenas do Estado. “Ela tem feito a diferença junto às comunidades indígenas em Mato Grosso. Conhecemos as 43 etnias e temos ajudado de todas as formas, seja com pontes, estradas, poços artesianos, balsas, cestas de alimentos. O governo Mauro Mendes é diferenciado”.

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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