MATO GROSSO
Governo de MT finaliza licitação e 380 mil estudantes da rede estadual receberão kits uniformes
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) concluiu o pregão eletrônico para aquisição do kit uniforme para os 380 mil estudantes de 700 escolas regulares da Rede Pública de Ensino. O resultado do certame foi divulgado no Diário Oficial do Estado que circula nesta terça-feira (22.02) e a previsão é de que os alunos comecem a receber os uniformes ainda em março.
O kit é individual e contém duas camisetas, duas bermudas, uma calça e um casaco, além de mochila e tênis. Também vão receber uniformes os alunos de salas anexas do Sistema Penitenciário. O investimento total foi de R$ 101,6 milhões.
De acordo com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a aquisição dos kits de uniformes contribuem ainda mais para a melhoria do ensino em Mato Grosso. Ele lembrou de outros investimentos feitos pelo Estado, como a distribuição de materiais didáticos, construção e reforma de escolas, além dos recursos disponilizados para que os professores adquirissem computadores e custeassem internet.
“Nossa meta é oferecer aos estudantes de Mato Grosso um ensino de qualidade, dispondo de todas as condições necessárias para que a participação seja frequente nas aulas. O físico está alinhado ao pedagógico. O kit uniforme, somado ao kit de material escolar, fará com que nossos estudantes sejam reconhecidos, valorizados e motivados a estudar. Temos mais de R$ 600 milhões investidos em infraestrutura escolar e R$ 110 milhões disponibilizados aos professores. A meta do Governo, estabelecida pelo governador Mauro Mendes, é de que a Educação de Mato Grosso esteja entre as 10 melhores do país, nos próximos cinco anos”, destacou Alan Porto.
A secretária-adjunta de Gestão Educacional, Valdelice Oliveira Holanda, reforçou que o kit uniforme completa um ciclo de entregas que incluem também a merenda de qualidade, acompanhamento em saúde bucal, entre outras iniciativas. “Uniforme escolar proporciona equidade a todos, além de ser um equipamento de segurança à comunidade escolar. Resgatamos a autoestima dos nossos estudantes e isso vai refletir nos resultados do ensino aprendizagem”, finalizou.
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.