MATO GROSSO
Governo de MT garante qualidade de vida em Nova Mutum com investimentos em infraestrutura e educação
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Mais de R$ 13 milhões foram investidos para a manutenção da MT-249 entre Nova Mutum e Campo Novo do Parecis, resultando na restauração de 137 km da rodovia. Além disso, R$ 10,6 milhões foram destinados para a construção de pontes sobre o Rio Arinos, ligando a BR-163/MT-010 e Nova Mutum.
Nesta região, o Governo de Mato Grosso também faz a duplicação do primeiro trecho de 86 km da BR-163 entre Nova Mutum e o Posto Gil, em Diamantino. O trecho também contempla a construção de viadutos e pontes.![]()
“O Estado vive um novo momento e percebemos isso na ponta nos municípios. Aqui em Nova Mutum construímos junto do Governo do Estado novas escolas e fazemos reformas robustas nas unidades educacionais. São mais de R$ 24 milhões”, destaca o prefeito Leandro Félix.
Os convênios firmados entre Governo de Mato Grosso e Prefeitura são para a construção da Escola Estadual da Polícia Militar Tiradentes Coronel Celso Henrique de Souza Barbosa e reformas das Escolas Estaduais Virgílio Corrêa Filho, José Aparecido Ribeiro e Padre Johannes Berthold Henning.
A Educação ainda recebeu o investimento de R$ 5,2 milhões para a entrega de sete ônibus escolares, 480 chromebooks, 35 Smart TVs, 58 aparelhos de ar-condicionado e 774 móveis.
A Segurança também foi uma das áreas contempladas pelo Governo do Estado, com investimento de R$ 2 milhões. Esses recursos foram destinados para a entrega de 271 rádios digitais e uma viatura autotanque para o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso.
Na área social, R$ 1,1 milhão foi destinado para a distribuição de 5,1 cestas básicas, 1,6 cobertores e transferência de renda para 402 famílias pelos programas SER Família, idealizados pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes. Também foram entregues filtros de barro para a população vulnerável.
Confira todos os investimentos do Governo de Mato Grosso em Nova Mutum:
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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