MATO GROSSO
Governo de MT inaugura centro de descarte de equipamentos eletrônicos nesta quarta-feira (29)
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), inaugura, nesta quarta-feira (29.06), às 14h, o Centro de Recondicionamento de Computadores Recytec, na sede da Escola Técnica Estadual (ETE) de Cuiabá, no bairro Carumbé.
O Recytec é desenvolvido em parceria com o Ministério das Comunicações e a ONG Programando o Futuro, com a meta de promover o recondicionamento de computadores, que serão destinados para o atendimento de projetos de inclusão digital, desenvolvidos em espaços públicos, como escolas, bibliotecas, e outras iniciativas de acesso à informação.
O projeto também assegura a reciclagem e o descarte ambientalmente adequado de equipamentos eletrônicos inservíveis de órgãos e entidades do poder público.
Já foram garantidos pela ONG cerca de R$ 2 milhões em recursos, junto ao Ministério das Comunicações, para a implantação do espaço. As atividades serão supervisionadas pela Superintendência de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação da Seciteci.
O Governo do Estado também fará o lançamento do edital para a oferta de cursos de qualificação profissional nas áreas de Tecnologia da Informação (TI), além de iniciativas para o fomento de pesquisa, inovação e desenvolvimento de soluções nas áreas de ciência e tecnologia.
Na oportunidade, as Escolas Técnicas Estaduais (ETEs) de Diamantino e Poxoréo também serão beneficiadas com a entrega de ônibus escolares, que terão a finalidade exclusiva de atuar no combate à evasão escolar.
Serviço
Inauguração do Centro de Recondicionamento de Computadores Recytec
Data: quarta-feira (29.06), às 14h
Local: Escola Técnica Estadual (ETE) de Cuiabá, localizada na Avenida Gonçalo Antunes de Barros, no bairro Carumbé (ao lado do antigo Presídio Carumbé).
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa
O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.
Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.
“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.
O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.
“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.
Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.
Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.
“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.
Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.
“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.
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