MATO GROSSO
Governo de MT investe mais de R$ 54 milhões em Vila Bela da Santíssima Trindade
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“O governador Mauro Mendes, juntamente com a nossa primeira-dama, tem investido muito em Vila Bela, com um olhar diferenciado. Hoje, temos investimentos significativos, tanto em Infraestrutura como Social. A sensibilidade desse governo é diferenciada e, com esses investimentos que Vila Bela vem obtendo, o grande sonho do nosso povo, a construção do congódromo, está se concretizando”, afirmou o prefeito da cidade, Jacob Bringsken.
A construção do Centro de Eventos conta com investimento de R$ 8,7 milhões e é aguardada há décadas pela população vilabelense. O Centro será utilizado para atividades artísticas e também para a preparação da Festa do Congo, a tradicional festa do município. No total, os investimentos em Cultura e Esporte são de R$ 10,3 milhões.

Na Infraestrutura, são R$ 25,6 milhões. A principal ação no setor foi a destinação de R$ 13,6 milhões para garantir a entrega de uma pá-carregadeira, quatro rolos compactadores, cinco motoniveladoras, uma escavadeira hidráulica e um caminhão.
O Estado também fez a construção de uma ponte de concreto, com 60 metros de extensão, na MT-199, sobre o Rio Capivari, e entregou 1,42 km de asfalto novo na MT-199, no entroncamento da MT-245. Essas duas ações somam R$ 5,9 milhões.
Na Educação são aplicados R$ 10,5 milhões. Um dos principais investimentos do Governo, junto com a Prefeitura, é a construção de uma nova escola estadual com quadra poliesportiva. Além disso, foram entregues cinco ônibus escolares, 638 conjuntos de mesa para professor, 200 chromebooks e cinco carrinhos de recarga, 26 Smart TVs e 19 aparelhos de ar-condicionado.
Por fim, para o Social, foram destinados R$ 3,3 milhões para a distribuição de 11.420 cestas básicas, 4.268 cobertores e transferência de renda para 1.605 famílias pelos programas SER Família, idealizados pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes. Também foram entregues 692 filtros de barro.
Confira todos os investimentos do Governo de Mato Grosso em Vila Bela da Santíssima Trindade:


MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.