Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Governo de MT investe R$ 1 bilhão em obras de infraestrutura em Cuiabá

Publicados

MATO GROSSO


A capital mato-grossense, que completa 303 anos nesta sexta-feira (08.04), recebe um investimento de mais de R$ 1 bilhão em obras de infraestrutura realizadas pelo Governo de Mato Grosso. Entre as ações, entregues ou em andamento, estão obras de pavimentação urbana, construção de pontes e finalização de obras da Copa do Mundo.

Encerrando uma novela que se arrastava desde antes da Copa do Mundo de 2014, o Governo do Estado licitou a implantação do corredor do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT) em Cuiabá e Várzea Grande. O Consórcio Construtor BRT Cuiabá foi o vencedor do certame, com uma proposta de R$ 468 milhões. O resultado da licitação deve ser homologado nos próximos dias.

Outra obra retomada pela atual gestão é a construção do Novo Hospital Universitário Julio Muller, localizado na Rodovia Palmiro Paes de Barros, entre Cuiabá e Santo Antônio do Leverger. A fase de obras teve início em novembro de 2021 e neste momento os trabalhos estão concentrados na finalização da drenagem do terreno e em serviços de alvenaria. A obra está orçada em R$ 207 milhões, sendo 50% em recursos do Estado, e segue dentro do cronograma.

Quando for finalizado, o hospital terá uma área construída de 58,5 mil metros quadrados, em uma área de 147 hectares. A estrutura abrigará 228 leitos de internação, 68 leitos de repouso, 63 leitos de UTI, sendo 18 pediátricos e 25 neonatais, além de 12 centros cirúrgicos, 85 consultórios, 45 salas de exame e 21 salas para banco de sangue e triagem.

Obra de grande importância é a implantação do Contorno Norte do Rodoanel de Cuiabá. Licitada por meio de Regime Diferenciado de Contratação Integrado (RDCi) por R$ 204,9 milhões, a empresa vencedora da disputa elaborou os projetos da obra, que agora são analisados pela Sinfra-MT. 

Leia Também:  Fábio rebate Júlio e nega “tramoia”: “Eleição será transparente”

O Contorno Norte terá 21,5 km, em pista dupla, ligando a BR-163/364 em Várzea Grande, até a MT-251 em Cuiabá, com a previsão de construção de dois viadutos, uma trincheira e duas pontes sobre o Rio Cuiabá.

“Logo no começo da gestão, o governador Mauro Mendes determinou a conclusão de todas as obras que estavam paralisadas. E foi isso que a Sinfra-MT fez, retomando obras que estavam há muito tempo paradas e que a população já não tinha a esperança de que seriam finalizadas”, afirmou o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.

A Sinfra-MT também está construindo outra ponte sobre o Rio Cuiabá, ligando o Parque Atalaia, na capital, ao Parque do Lago, em Várzea Grande. A expectativa é que a obra seja finalizada em julho desse ano. Corrigindo uma falha de gestões anteriores, o Governo também elaborou os projetos e licitou as obras de acesso a ponte. Também está sendo construído o acesso ao Parque Novo Mato Grosso, na MT-251, incluindo duas pontes sobre o Rio Bandeira e um viaduto de acesso.

A pavimentação da Avenida Mário Palma, a recuperação do asfalto no Distrito Industrial, a pavimentação do Loteamento Centro América e a recuperação da Trincheira Jurumirim são outras importantes obras em execução. 

Após recuperar a parte inferior da trincheira, no momento os trabalhos são realizados na parte superior, com a substituição das juntas de dilatação e correção de defeitos no asfalto. A expectativa é que as alças das trincheiras sejam entregues no começo de maio.

O Governo já assinou a ordem de serviço para o início da recuperação e conclusão da duplicação da Avenida Arquimedes Pereira Lima e para implantação da iluminação na Estrada de Chapada, entre a Fundação Bradesco e o trevo para Manso. Em breve, também devem ter início as obras para construção do prolongamento da Avenida Parque do Barbado, que vai chegar até a Avenida das Torres.

Leia Também:  VÍDEO: Gisela Simona, única deputada federal negra de Mato Grosso destaca baixa representatividade no congresso

No momento, estão em fase de licitação três obras na capital: a implantação da iluminação pública na MT-040, entre Cuiabá e Santo Antônio do Leverger, a duplicação da Avenida V2, no Jardim Industriário, e a pavimentação da MT-401, levando o asfalto até o distrito do Aguaçu.

“Esta gestão tem um olhar especial para a Cuiabá, que é a capital de todos os mato-grossenses. Além de ter mais de R$ 1 bilhão em investimentos, temos outros projetos para melhorar a mobilidade dos moradores da capital e do seu entorno”, concluiu Marcelo de Oliveira.

Obras entregues

Assumindo obras que não foram concluídas em outras gestões, o Governo de Mato Grosso entregou a Avenida Parque do Barbado e o COT da UFMT. A Sinfra-MT também realizou a restauração da MT-251 até Chapada dos Guimarães e pavimentou a MT-402, até o Coxipó do Ouro, com ciclovia, dando mais conforto aos motoristas e ciclistas que se deslocam até dois dos principais pontos turísticos próximos da capital.

Projetos em andamento

O Governo de Mato Grosso também tem projetos em andamento para a infraestrutura de Mato Grosso. Entre essas obras estão a duplicação da Avenida dos Trabalhadores entre os bairros Planalto e Doutor Fábio, um complexo viário próximo ao Jardim Leblon na Avenida Miguel Sutil, a pavimentação da MT-402, da Ponte de Ferro até o Coxipó do Ouro, da MT-400 entre o Sucuri e o distrito da Guia, e a restauração das rodovias para Santo Antônio de Leverger e Rosário Oeste.

Fonte: GOV MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

Publicados

em

Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

Leia Também:  Hospital de Câncer: Mendes não assumirá dívida: “Se a Prefeitura deve, tem que pagar”

Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

Leia Também:  VÍDEO: Deputado comemora decisão do TJ sobre prorrogação da intervenção

Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA