MATO GROSSO
Governo de MT investe R$ 10,7 milhões em intercâmbios para estudantes de escolas estaduais
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O programa de intercâmbio tem duração de três semanas e, durante a estadia, cada estudante receberá uma ajuda de custo semanal no valor de 250 libras esterlinas, que corresponde a aproximadamente R$ 1.500 para despesas pessoais, como transporte e alimentação.
Além disso, o Estado custeaia toda a documentação necessária para a viagem, passagens aéreas e hospedagens de todos os estudantes beneficiados com o programa.
“Com o sucesso da edição de 2023, em agosto, em que 100 estudantes passaram 21 dias nas cidades de Brighton, Bournemouth, Liverpool, Worthing e Eastbourne, a expectativa para a edição de 2024 com o novo grupo de 100 jovens é muito grande”, declarou o secretário de Estado de Educação, Alan Porto.
Alan observou que o objetivo dessa política é aprimorar o programa de formação continuada dos professores e levar o estudante a uma melhor proficiência em língua estrangeira, além de ampliar as possibilidades profissionais e também pessoais.
A oportunidade fez a estudante Fabrina Ricely, 18 anos, se sentir orgulhosa em fazer parte da rede estadual de ensino. “O Governo nos ofereceu uma oportunidade que em nenhum outro estado teríamos, pois é um programa inédito nas escolas públicas brasileiras”, afirmou a aluna do 3º ano do Ensino Médio na Escola Estadual Governador Júlio Strubing Muller, em Várzea Grande, que participou do intercâmbio em setembro deste ano.
Ela disse que jamais imaginou estudar fora do país, pois era algo fora da realidade financeira dela. “Falar sobre Mato Grosso para os ingleses foi uma experiência extraordinária, além de aprender sobre as suas culturas e conhecer lugares que eu pensava só existir nos meus sonhos”.
Na avaliação da estudante, a forma em que vê o mundo agora é outra. “Voltei totalmente empenhada em continuar estudando a língua inglesa, após ver o que ela me proporcionou neste intercâmbio. Outro momento que me impactou muito foi o dia da graduação na escola de inglês. Chorei por todas as vivências, os aprendizados e por saber que tudo foi real”.
Para Miguel Gomes, 17 anos, do 2º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Getúlio Dornelles Vargas, em Primavera do Leste, que também participou da 1ª edição do intercâmbio, o Programa MT no Mundo ofereceu muito mais do que conhecer Londres e aperfeiçoar o inglês aprendido em sala de aula. “Expandir meus horizontes culturais e de vida, talvez, tenha sido a principal razão de comemorar tanto”.
Gabriel Carvalho, de 18 anos, cursa o 3º ano do Ensino Médio na Escola estadual de Tempo Integral Carlos Hugueney, em Alto Araguaia. Assim como os os colegas de intercâmbio, disse ter experimentado uma transformação pessoal significativa. “Estabeleci novas metas para o estudo de inglês. Além disso, minha perspectiva de mundo se expandiu, tive uma compreensão mais profunda de diferentes culturas”, pontuou.
Também com 18 anos, o estudante do 3º ano do Ensino Médio na Escola Estadual Professor Heliodoro Capistrano da Silva, em Cuiabá, Murilo Araújo, destacou que jamais conseguiria pagar as despesas de uma viagem como essa custeada pelo Governo do Estado. “Esta valorização que o Estado dá ao estudante da rede estadual é algo que marca a nossa rotina na escola e a nossa vida”, concluiu.
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Em Londres, os estudantes também fizeram uma imersão cultural em visitas a museus e locais históricos
Jovens Embaixadores MT
Após a volta a Mato Grosso, 14 estudantes que participaram da 1ª edição do programa de intercâmbio MT no Mundo foram selecionados para atuar como jovens embaixadores do Estado. Eles vão auxiliar na recepção, tradução e interpretação durante eventos internacionais realizados no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.
Eles foram selecionados considerando as melhores notas obtidas no TOEIC – sigla em inglês para Teste de Inglês para Comunicação Internacional. A oportunidade é fruto de parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) com a Casa Civil, por meio do programa Jovens Embaixadores MT, e permitirá que eles continuem praticando a Língua Inglesa.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos
Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.
Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.
Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.
“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.
Os erros financeiros mais comuns entre casais
Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.
Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.
Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.
Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.
“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.
Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos
Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.
“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.
Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.
Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:
Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.
“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.
Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor
Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?
De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”
Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.
Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.
Construindo o futuro juntos
Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.
Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.
“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.
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