MATO GROSSO
Governo de MT investe R$ 116 milhões em ações e obras nos municípios de Santa Terezinha e Nova Xavantina
MATO GROSSO
Os municípios de Nova Xavantina e Santa Terezinha completam 42 anos nesta quinta e sexta-feira (03 e 04.03) com um total de R$ 116,7 milhões em investimentos do Governo de Mato Grosso. Os recursos são destinados para ações e obras em áreas como infraestrutura, educação, assistência social, cultura e agricultura familiar.
A aniversariante de hoje, 4 de março, Santa Terezinha, fica a 8.460 metros da margem do Rio Araguaia, está localizada na região do Xingu e a 1.371 km de Cuiabá. Em três anos, recebeu R$ 56,9 milhões do Governo, dos quais R$ 54,6 milhões para melhorias na sua infraestrutura, com destaque para a MT-413, no entroncamento com a BR-158.
Já está contratada a obra de pavimentação da estrada, em uma extensão de 94,61 km, na região do Portal da Amazônia, com R$ 40 milhões em investimentos. Além disso, está concluída a construção de ponte de concreto de 60 metros, também na MT-413, no Rio Elétrico 1, trecho que vai ao município vizinho de Confresa, com R$ 4,2 milhões.
Outras três obras de construção de ponte de concreto estão em fase de execução e uma substituição de pontes de madeira em concreto, pré-contratada. Somente em obras de pontes, vão ser R$ 11 milhões de investimentos do Governo. Além disso, a segunda etapa da construção da orla de Santa Terezinha somará mais R$ 3,2 milhões, com objetivo de estimular o turismo na região.

Santa Terezinha recebe investimento de mais de R$ 50 milhões em obras de infraestrutura: asfalto e pontes
Para a educação, foram aplicados R$ 843 mil, que compreendeu a construção de quadra poliesportiva da Escola Estadual Indígena Itxalá, reforma de portas e do piso na Escola Estadual Martiniano Carlos Pereira e pintura da Escola Santa Terezinha. A rede estadual recebeu mobiliário, conjunto para professores, mesas adaptadas PNE e computadores, além de um veículo utilitário para a Secretaria Municipal de Educação.
Na área social, o volume de recursos destinados chegou a quase R$ 800 mil, com o atendimento de 468 famílias pelo Ser Família Emergencial, entre 2021 e este ano. Também houve a distribuição de 2 mil cestas básicas e 800 cobertores. Em apoio à agricultura familiar, os recursos somaram R$ 654,2 mil, com cessão de uma motoniveladora, três tanques resfriadores e cessão de uso de maquinários rodoviários.
A aniversariante de ontem, 3 de março, Nova Xavantina, está localizada no Vale do Araguaia, possui 20,9 mil habitantes e está a 660 quilômetros da Capital. Em três anos, recebeu R$ 59,9 milhões em investimentos do Governo de Mato Grosso, principalmente para a área de infraestrutura, que somou R$ 51,7 milhões, com destaque para a conclusão da pavimentação de 51,7 km da MT-110.

Mais de R$ 40 milhões foram investidos somente nas obras da MT-110, em Nova Xavantina
Essa obra era muito esperada pela população, fica entre os municípios de Novo São Joaquim e Campinápolis, somando R$ 47,2 milhões em recursos do Governo. Além de permitir a ligação até Nova Xavantina e à BR-158, por vias asfaltadas, a obra ajudou a impulsionar a economia da região. O volume de recursos compreendeu obras de asfaltamento e sinalização de ruas e avenidas na área urbana e o asfalto da pista de decolagem taxiway e do estacionamento do município.
A área da educação recebeu aproximadamente R$ 1,7 milhão, do qual R$ 1,4 milhão para a reforma da Escola Estadual Coronel Vanique, que também recebeu 30 aparelhos de ar condicionado novos para a sua climatização. Os professores da rede estadual receberam computadores novos e conjuntos escolares.
Já no ensino superior, a Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) investiu R$ 3,9 milhões em obras de melhoria e ampliação do campus instalado no município. Entre as obras estão: construção de centros de comunicação e pesquisa da pós-graduação, adequação e reforma da rede elétrica, ampliação e reforma das moradias estudantis e a construção de banco de DNA, do herbário, do centro de pesquisa etc.
No social, foram aplicados R$ 440,7 mil, que contribuíram com o auxílio emergencial de 171 famílias, em 2021 e este ano, a doação de 2 mil cestas básicas e 800 cobertores. A agricultura familiar destinou R$ 1,14 milhão, que incluiu a cessão de um caminhão truck traçado com caçamba para o município e cessão de uso de dois tanques resfriadores.
Reforma e climatização da Escola Estadual Coronel Vanique recebeu R$ 1,4 milhão
O apoio na área cultural somou R$ 784,9 mil, com recursos destinados para o réveillon popular, fomento a dois projetos culturais (Lei Aldir Blanc) e ações de Natal previstas no edital MT Afluentes da Secretaria de Cultura (Secel). O MT Fomento destinou R$ 100 mil para o capital de giro de empresas e a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) R$ 123,5 mil para reforma na cadeia pública feminina, obra em andamento.
História dos municípios
O povoamento original, chamado Furo de Pedra em referência ao córrego, ficava a 5 km do atual perímetro urbano de Santa Terezinha, mas foi abandonado por causa de inundações. O nome atual é uma devoção à santa, padroeira dos missionários, incentivada por padres franceses que atendiam à região. O distrito foi criado em 1976, então pertencente a Luciara, e elevado a município no dia 4 de março de 1980.

Santa Terezinha é uma homenagem à santa padroeira, munícipio fica a 8 mil metros do Rio Araguaia
Nova Xavantina é resultado da Expedição Roncador, de abril 1944, quando foi lançada a pedra fundamental do assentamento de Xavantina, na margem direita do rio das Mortes, uma referência ao povo xavante. No mês seguinte, o então presidente Getúlio Vargas visitaria a povoação em companhia do cuiabano general Eurico Gaspar Dutra, que governaria o país dois anos depois. Mas, o projeto não evoluiu.
Duas décadas depois, em dezembro de 1963, o antigo assentamento se transformou em distrito, mas com o nome de Ministro João Alberto, enquanto, em 1976, é criado na outra margem do rio o distrito de Nova Brasília. Os dois distritos formaram uma só comunidade, que resultou em Nova Xavantina, oficializado no dia 3 de março de 1980, que já teve como distrito o atual município de Campinápolis.

O nome Nova Xavantina é em referência ao povo xavante, cidade fica à margem direita do Rio das Mortes
MATO GROSSO
Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento
“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.
Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.
O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.
Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.
O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.
A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.
É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.
A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.
Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.
Sobre a Dra. Fabiana Bersch
Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.
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