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Governo de MT investe R$ 6,7 milhões para reconstrução de escola e entrega ônibus escolares

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), assinou nesta sexta-feira (16.12) ordem de serviço para início das obras de demolição e reconstrução da Escola Estadual Waldemon Moraes Coelho, em Campo Verde. Os recursos, na ordem de R$ 6,7 milhões, são do Governo do Estado, com contrapartida do município.

A nova unidade contará com 15 salas de aula climatizadas, dois laboratórios, refeitório e biblioteca, além da área administrativa. A quadra da escola também será revitalizada. A escola está localizada no centro da cidade e é referência por ser a segunda unidade de ensino construída em Campo Verde.

Na ocasião, também foram entregues cinco ônibus escolares ao município, totalizando sete novos veículos entregues a Campo Verde em 2022. No dois últimos anos, o Governo do Estado entregou 621 novos ônibus escolares aos municípios, com investimento superior a R$ 280 milhões. 

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, destacou que, além do investimento financeiro, o Estado vem aplicando a boa gestão na educação de Mato Groso, com novas estruturas físicas, tecnologia e material pedagógico de ponta, bem-estar no ambiente escolar e qualificação dos profissionais.

“Todos esses investimentos, que fazem parte do Programa Educação 10 Anos, que contempla 30 políticas educacionais e mais de 150 ações em andamento, tem por objetivo colocar Mato Grosso entre as cinco melhores redes de educação do país até 2032”, disse Alan.

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Alan Porto ressaltou ainda que o governo não separa o setor em rede estadual e municipal e que a parceria estabelecida entre as duas redes criou igualdade social e a equidade dentro do ambiente escolar. “Vemos a educação como um todo e formamos uma única rede em regime de colaboração. Esses investimentos representam esse compromisso. E esse esforço já apresenta resultados positivos nas nossas avaliações. ”.

O prefeito Alexandre Lopes destacou a importância da parceria do Estado com o Município e que os ganhos para a educação são incalculáveis. “Além de economia para o município, o transporte escolar com ônibus novos e modernos também auxilia no desenvolvimento do senso de coletividade da criança. Os investimentos realizados no setor trazem mais qualidade à educação das crianças, jovens e adultos”.

Quem também comemorou as entregas desta sexta-feira foi a secretária municipal de Educação, Simone Pereira Borges, ao salientar que Campo Verde está recebendo equipamentos e recursos que impactam de forma positiva na educação do município. “No nosso fazer diário, trabalhamos para que possamos sempre melhorar ações e as condições de atendimento aos nossos estudantes. As obras físicas e os novos ônibus vão melhorar a qualidade do nosso transporte e o bem-estar dos estudantes e trabalhadores da educação”.

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Na ocasião, o secretário Alan Porto também fez a entrega do equipamento OrCam MyEye à estudante Maria Luiza da Costa, matriculada no maternal da Escola Municipal Áurea Marquetti. O dispositivo portátil de visão artificial permite que a pessoa cega compreenda texto e identifique objetos através de feedback de áudio, descrevendo o que não conseguem ver.

A mãe da estudante, Ane Ketlin de Jesus, não conteve a emoção ao ver a filha receber o mesmo equipamento que os demais estudantes e professores cegos de toda a Rede Estadual de Ensino já usam na escola e em seus cotidianos. “Isso é inclusão, é algo incrível que me emociona muito. Esse equipamento vai mudar as nossas vidas”.

O evento também contou com a presença da secretária adjunta de Patrimônio e Infraestrutura da Seduc-MT, Karina França Garcia; do deputado estadual eleito, Alberto Machado (Beto Dois a Um); do presidente da Câmara de Campo Verde, vereador Cleberson Rodrigues; do assessor parlamentar Claudio Feitas, representando o presidente da Assembleia Legislativa Max Russi, do diretor regional de educação polo Primavera do Leste, Dilson Thomaz, entre outras autoridades e convidados.

Fonte: GOV MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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