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Governo de MT se reúne com investidores na B3 e apresenta Programa de Concessões Rodoviárias

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O Governo de Mato Grosso apresentou o Programa de Concessões Rodoviárias para investidores do mercado privado, durante evento realizado nesta quarta-feira (11.12) na B3, a Bolsa de Valores, em São Paulo. Foram apresentadas as oportunidades que Mato Grosso oferece, além dos investimentos em obras rodoviárias e o detalhamento dos lotes que serão concedidos.

No total, serão leiloados 2.104 quilômetros de rodovias em seis lotes, com um investimento previsto de R$ 8 bilhões durante os 30 anos de concessão.

O governador Mauro Mendes apresentou os potenciais do Estado, líder em produção agropecuária do país, e o trabalho de rigidez fiscal do governo, que permitiu que Mato Grosso invista quase 20% de sua receita corrente líquida.

“Nossa estratégia tem permitido ao longo dos anos fazer os robustos investimentos que foram mostrados aqui. Se Mato Grosso investe muito, ele cria um ambiente favorável ao investimento privado”, afirmou o governador.

Ele ainda lembrou que o Estado tem a tendência de aumentar a sua produção, sem precisar desmatar áreas preservadas, e que a produção de alimentos nunca deixará de ser uma demanda da população mundial. Além disso, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que Mato Grosso deve ser o único Estado do país que continuará tendo crescimento populacional até 2070.

O secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, mostrou os investimentos feitos pela atual gestão na melhoria da logística mato-grossense. Com a maior malha rodoviária estadual do país, em seis anos foram asfaltados 4.955 km de rodovias, o que deve fazer com que até 2026 a quantidade de rodovias asfaltadas em Mato Grosso dobre de tamanho, em relação a 2018.

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Além disso, o secretário destacou que em todos os seis lotes o Estado tem investimentos em andamento, o que mostra que haverá uma demanda crescente de movimentação nas rodovias concessionadas. “Nosso trabalho é para criar condições nas estradas, que alimentem toda a cadeia de produção”, afirmou.

O leilão será realizado na Bolsa de Valores, em São Paulo, no dia 07 de fevereiro de 2025. O critério para escolha das concessionárias será o de menor valor da tarifa de pedágio, combinado com uma curva de aportes. Isso significa que os licitantes terão que fazer aportes crescentes, de acordo com os descontos oferecidos.

O secretário adjunto de Logística e Concessões da Sinfra, Caio Albuquerque, mostrou todos os pilares do programa e os mecanismos de governança desenvolvidos para que os contratos de concessão tenham liquidez necessária, garantindo equilíbrio para execução dos serviços necessários.

“Estamos trazendo uma série de novidades para dentro de uma perspectiva de Mato Grosso. Este também é o primeiro contrato de concessão do país que traz uma preparação para as mudanças climáticas”, afirmou.

A moderadora do encontro, Isadora Cohen, lembrou as possibilidades de investimento em Mato Grosso e destacou a confiança que Mato Grosso passa aos investidores. “Esse programa deveria se chamar Rota do Futuro. Não há porque não investir em Mato Grosso. Tem segurança jurídica, boa gestão e um governo que olha para a iniciativa privada como uma parceira”, disse.

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Após a apresentação, o público presente pode tirar dúvidas sobre os editais de concessão.

Confira os lotes a serem leiloados:

– Rota do Arinos (Lote 1): 237 km das MTs 160/220/242/338, entre o distrito de Ana Terra, em Tapurah, e o município de Juara;
– Rodovia da Produção (Lote 2): 418 km das rodovias MT-160/235/249/480 nos municípios de Campo Novo do Parecis, Diamantino, Nova Marilândia, Nova Mutum, São José do Rio Claro, Santo Afonso e Tangará da Serra;
– Rota do Rio Acima (Lote 3): 161 km das MTs 010/246/401/402 nos municípios de Cuiabá, Acorizal, Jangada e Rosário Oeste;
– Rodovia da Integração (Lote 5): 308,3 km das MTs 020/326 entre Água Boa, Campinápolis, Canarana e Paranatinga;
– Rodovia Multimodal (Lote 6): MT-020/140/225/244/251 entre Campo Verde, Chapada dos Guimarães, Nova Brasilândia, Nova Ubiratã, Planalto da Serra, Rosário Oeste, Santa Carmem, Santa Rita do Trivelato, Sinop, Sorriso e Vera;
– Rota Juruena (Lote 8): 344 km das MTs 170, 220 e 320, nos municípios de Brasnorte, Castanheira, Juara e Juína.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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