MATO GROSSO
Governo de MT vai aos Estados Unidos conhecer projeto de irrigação que é referência mundial
MATO GROSSO
Uma comitiva de Mato Grosso realiza, nesta semana, visita técnica ao Estado de Nebraska, nos Estados Unidos, para conhecer o projeto de irrigação implementado na região e que é referência mundial. O intuito é iniciar estudos sobre o potencial hídrico no Estado.
A missão busca a troca de conhecimentos sobre a irrigação e monitoramento hídrico, tendo como parâmetro o uso consciente das águas superficiais e subterrâneas. Iniciativa já é consolidada por Nebraska que possui a maior área irrigada do país, com 3,5 milhões de hectares, sendo que, 85% desta área, é irrigada por meio de águas subterrâneas.
“As políticas públicas americanas de gestão aquífera mesclam a iniciativa pública e privada, contando com distritos de recursos naturais locais para implantar a própria estrutura de governança no uso de águas subterrâneas, e o órgão estadual que gere as águas superficiais. Nebraska possui uma gestão altamente eficaz e é um modelo de suficiência para o mundo”, resume o secretário de desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda.
A delegação é formada por representantes da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), MT Participações e Projetos (MT Par), Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir), Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Universidade Federal de Viçosa.
Desde que chegou aos Estrados Unidos, a comitiva visitou o Departamento de Agricultura e Recursos Naturais da Universidade de Nebraska, o Parque Tecnológico e representantes locais das indústrias de pivô. Até sexta-feira (27.05), o grupo irá visitar empresas de irrigação e distritos que realizam a gestão desse processo.
Abrangência
A área irrigada de Nebraska corresponde a 13,5% do total no país, o que equivale a 70% de toda a área irrigada do Brasil, estimada em cerca de 5,4 milhões de hectares.
O Estado também se destaca em produção agropecuária, ocupando o 3º e o 5º lugar na produção de milho e soja nos Estados Unidos, contribuindo com, respectivamente, 12,2% e 7,2% da área total, conforme dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Além de ser o maior produtor de carne bovina no país (16%) e o 2º maior produtor de etanol.
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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