MATO GROSSO
Governo debate uso de tecnologias espaciais no agronegócio em Cuiabá
MATO GROSSO
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Paulo Alvim, participa nesta terça-feira, 24.05, de 8h às 20h, no auditório da FATEC/Senai, em Cuiabá, do workshop ‘Agro: Tecnologias e Aplicações Espaciais’. O evento é uma realização da Agência Espacial Brasileira (AEB), que reunirá pesquisadores, estudantes, técnicos, universidades, entidades do agronegócio e produtores interessados nas inovações trazidas pelo uso das tecnologias espaciais no campo. Inscreva-se gratuitamente aqui.
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Augusto Teixeira, também participará dos debates. A ideia é inspirar soluções inovadoras para os problemas enfrentados no setor do agro, e viabilizar, a partir da utilização de tecnologias espaciais, um aprimoramento das práticas agrícolas e ao desenvolvimento do setor de forma sustentável. Além de mostrar os benefícios advindos dessas tecnologias e de suas aplicações a diferentes camadas da sociedade.
No final de abril, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) reuniu representantes de diferentes segmentos na sede do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP). Com o tema “Sensoriamento Remoto e Agronegócio”, o intercâmbio contou com a participação das principais “cabeças pensantes” do país em tecnologia espacial e representantes do agronegócio, além de professores e pesquisadores dedicados à busca de soluções para tornar ainda mais eficiente o agro mato-grossense.
Em Cuiabá, o workshop tem a realização da Seciteci, do Parque Tecnológico Mato Grosso, da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do Serviço Nacional da Indústria (Senai), do Programa Espacial Brasileiro; com o apoio da Federação da Agricultura de Mato Grosso (Famato), da Agrihub, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), do Conselho Temático de Inovação e Tecnologia (COINTEC) e do Conselho Tecnológico da Agroindústria (COAGRO).
SERVIÇO:
Local: Centro de eventos SENAI/FATEC, Cuiabá-MT
Data/hora: 24 de maio de 2022, a partir das 08h30 (horário local)
Inscrição: https://www.sympla.com.br/evento/evento-presencial-agro-tecnologias-e-aplicacoes-espaciais/1551899
Programação: https://bit.ly/Agro_programacaoV4
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.