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Governo entrega 110 veículos e anuncia investimento de R$ 77,4 milhões contra incêndios e desmatamento ilegal

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O governador Mauro Mendes anunciou na manhã desta segunda-feira (22.05) investimento de R$ 77,4 milhões para combate aos incêndios e desmatamento ilegal em 2023. O recurso teve um aumento de 29% em comparação com o investimento de R$ 60 milhões do ano passado e representa o aumento das ações do Governo de MT para conservar o meio ambiente. O anúncio aconteceu durante a entrega de 110 novos veículos para o Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Militar.

“Já temos R$ 77 milhões sendo investidos só no combate ao desmatamento ilegal e incêndios. Isso é o exemplo da nossa determinação, mas percebemos que o crime dá prejuízo à sociedade. Por isso, tenho defendido muito o endurecimento das penalidades para quem desmatar ilegalmente”, destacou o governador.

Para a entrega dos 110 veículos novos 4×4, que serão utiilzados no combate aos incêndios e desmatamento ilegal, foram investidos R$ 6,5 milhões em recursos da Sema-MT. Ao todo, 70 veículos foram destinados ao Corpo de Bombeiros Militar, e 40 para o Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) – principal instituição parceira da Sema nas ações em campo da Operação Amazônia.

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“Esta é mais uma entrega que faz parte do nosso planejamento anual. Os veículos vão reforçar a nossa estrutura para que a resposta em campo seja mais eficiente. Isso tem se mostrado a estratégia adequada porque Mato Grosso tem tido bons resultados. No primeiro trimestre já alcançamos 51% na legalidade do desmatamento na porção amazônica, e estamos avançando no combate aos ilícitos”, ressaltou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.
Crédito: Mayke Toscano/Secom-MT

Conforme o secretário de Estado de Segurança Pública, César Roveri, a estruturação da Segurança é essencial para a segurança da sociedade. “Esse investimento propicia que possamos dar a resposta que a sociedade precisa. Como no caso de Confresa, que atuamos de forma integrada com êxito. Esta entrega de 110 veículos vai fortalecer ainda mais a nossa atuação firme contra os crimes ambientais”, avaliou o secretário.

Conforme o Comandante do Corpo de Bombeiros, as viaturas serão essenciais para a corporação atuar no combate às queimadas durante o período crítico de estiagem, em situações de emergência ambiental. O uso do fogo está proibido em Mato Grosso entre os dias 1º de junho e 31 de outubro.

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“Vai chegar o período mais crítico de estiagem e queda da umidade do ar, e as viaturas vão ao encontro com as necessidades de executar o nosso plano de atuação. Vamos concentrar a nossa presença em campo, estamos preparados, fazendo operações de prevenção desde o início do ano”, explicou.

A Operação Amazônia continua e intensifica as ações em campo de combate ao desmatamento com foco na fiscalização de municípios com maior índice de desmatamento ilegal. Quem for pego é multado, tem a área embargada e tem o maquinário apreendido.

Também estiveram presentes o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, senadores Jayme Campos e Wellington Fagundes, o deputado federal Coronel Assis, o parlamentar estadual Elizeu Nascimento, e as secretárias de Estado de Comunicação, Laice Souza, e de Assistência Social e Cidadania, Graziele Bugalho.

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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