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Governo firma convênio, cede máquinas e lança licitação para Bom Jesus do Araguaia

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O Governo de Mato Grosso vai investir R$ 74 milhões em obras de infraestrutura no município de Bom Jesus do Araguaia. Por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), foi lançada a licitação para asfaltar 36,6 km da MT-322 no município e firmado convênio para asfalto urbano. Além disso, foi anunciada a cessão de uma motoniveladora e uma pá-carregadeira para Bom Jesus.

O prefeito da cidade, Marcilei Alves de Oliveira, o Mansão, esteve na Sinfra-MT nesta terça-feira (31.05) para a assinatura do convênio e destacou os investimentos. “É uma notícia importante a publicação da licitação da MT-322, um sonho de Bom Jesus do Araguaia e da região. Em breve vai começar essa obra tão sonhada que vai melhorar a vida de cada um dos nossos moradores”, disse.

A licitação para o asfaltamento da MT-322 foi publicada nesta quarta-feira (01.06). O trecho a receber o pavimento tem 36,6 km de extensão e vai ligar o município até o trecho asfaltado da BR-158. Com essa obra, os moradores de Bom Jesus do Araguaia vão evitar um trecho de aproximadamente 30 km da rodovia federal que não tem asfalto.

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A obra irá beneficiar também os moradores de municípios vizinhos, como Serra Nova Dourada e Alto Boa Vista, que também vão utilizar o trecho da MT-322 para chegar na BR-158. A obra está orçada em R$ 70.022.442,12 e a licitação será realizada no dia 29 de junho, às 09h, por meio de Regime Diferenciado de Contratação (RDC), em lote único e com critério de menor preço.

Já o convênio assinado com a prefeitura de Bom Jesus do Araguaia, é no valor de R$ 4.034.070,80, sendo R$ 3 milhões do Governo do Estado, para realizar obras de asfalto, drenagem de águas de chuva e sinalização em 28.403,81 m² de ruas da cidade.

Receberão as obras as ruas José Sarney, Leonardo, José Ribeiro, Assembleia de Deus, Dom Pedro, Bom Jesus, Garces, Mato Grosso e Brasil, além da Avenida Goiás. Com o convênio, o Governo de Mato Grosso repassa recursos para a prefeitura, que fica responsável por realizar as obras.

Autorizada pelo governador Mauro Mendes, a Sinfra-MT também assinou o termo de cessão de duas máquinas para Bom Jesus do Araguaia, sendo uma motoniveladora e uma pá-carregadeira. “Esse é um governo que realmente tem feito a diferença para o Estado de Mato Grosso e para Bom Jesus não foi diferente. Nosso município tem sido muito ajudado”, finalizou o prefeito Mansão.

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Fonte: GOV MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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