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Governo vai recuperar 283 km da MT-170 entre Brasnorte e Castanheira

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O Governo de Mato Grosso trabalha para restaurar 283,41 quilômetros da rodovia MT-170 na região Noroeste de Mato Grosso. Por meio de duas licitações lançadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), serão investidos R$ 175 milhões para recuperar o asfalto da estrada desde o entroncamento com a BR-364, até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.

A primeira licitação foi realizada para recuperar o trecho entre a ponte sobre o Rio Juruena e o município de Castanheira, totalizando 106 km. As propostas foram abertas no dia 22 de março e a empresa Guaxe se tornou vencedora, com uma proposta de R$ 48,3 milhões.

A ordem de serviço para o início das obras foi emitida no dia 20 de abril e a empresa já está trabalhando na rodovia, com previsão de que os trabalhos sejam realizados até o próximo ano. O objetivo é garantir a trafegabilidade na rodovia, que estava com o asfalto danificado.

Outra licitação foi realizada para revitalizar 177,29 km do trecho entre o Rio Juruena e o entroncamento com a BR-364.

Essa obra foi dividida em três lotes, sendo o primeiro, com 80 km de extensão, entre a BR-364 e Brasnorte, vencido pela empresa MT SUL, com uma proposta de R$ 53,3 milhões. O segundo lote, entre Brasnorte e Água da Prata, com 54 km, foi vencido pela empresa Construmaster, com uma proposta de R$ 40,3 milhões. Por fim, o último lote, entre Água da Prata e o Rio Juruena, com 43,29 km, foi vencido pela empresa Cavalca, por R$ 32,8 milhões.

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O resultado desta licitação foi homologado no dia 21 de junho. Após a assinatura dos contratos com as empresas vencedoras, será emitida a ordem de serviço para que a rodovia comece a ser recuperada.

A restauração da MT-170 vai garantir melhores condições para o trânsito de toda a região, beneficiando moradores de Juína, Juara e outras cidades, facilitando a vida de quem precisa ir para hospitais, estudantes e produtores rurais.

“O governador Mauro Mendes sempre pediu uma atenção especial para a região Noroeste, que é uma região que carece de uma melhor infraestrutura. Por isso nós vamos recuperar a MT-170, vamos construir uma ponte de 1.400 metros sobre o Rio Juruena e estamos fazendo investimentos em todas as rodovias da região”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.

Fonte: GOV MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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