MATO GROSSO
Homenagem reconhece trabalho de profissionais que auxiliaram na redução dos índices criminais
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) entregou, na manhã desta terça-feira (07.06), a Medalha Mérito da Segurança Pública a personalidades e servidores das Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps), que mais reduziram os índices de homicídios dolosos e roubos em 2021.
Durante a cerimônia, o secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, ressaltou que a medalha é uma homenagem pública aos homens e mulheres, que se esforçaram para proteger a sociedade por meio de seu trabalho e parabenizou a todos pelo feito.
“O muro que separa a violência da sociedade somos nós. Cada um aqui é um tijolo que separa e protege a sociedade do crime. Nós estabelecemos a meritocracia, através da redução de índices de criminalidade, para mostrar aos outros servidores das 15 Risps, que temos condições de fazer algo melhor para nós, para nossos filhos, netos e para a sociedade. Este é nosso legado, este é o Mérito da Segurança Pública”, destacou Bustamante.
Entre os homenageados estavam o comandante da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, general Fabio Serva de Carvalho Lima; o superintendente regional da Polícia Federal, Sergio Sadao Mori; o secretário-chefe do Gabinete de Governo, tenente-coronel PM Jordan Espíndola; o adjunto de Administração Penitenciária, Jean Gonçalves; e o adjunto do Gabinete Militar, coronel PM César Augusto de Camargo Roveri.
Além disso, profissionais das Risps 01 e 02 (Cuiabá e Várzea Grande, respectivamente) também receberam a honraria. A Risp 01 foi a campeã na redução de homicídios dolosos em 2021, com queda de 39% no comparativo com o ano de 2020. Já a Risp 2 ocupou o terceiro lugar, reduzindo 32%.
A Sesp-MT também entrega, na próxima semana, medalhas aos profissionais das Risps 10 (Vila Rica), que ficou na segunda colocação de redução de homicídios, com 37% e em primeiro colocado na redução de roubos, com 47%; da Risp 15 (Guarantã do Norte), que ficou em segundo no ranking de redução de roubos, com 29%; e da Risp 05 (Barra do Garças), que reduziu em 27% o número de roubos.

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Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos
Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.
Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.
Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.
“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.
Os erros financeiros mais comuns entre casais
Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.
Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.
Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.
Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.
“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.
Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos
Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.
“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.
Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.
Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:
Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.
“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.
Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor
Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?
De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”
Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.
Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.
Construindo o futuro juntos
Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.
Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.
“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.
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