MATO GROSSO
Hospital Central terá ala pediátrica para atendimento de casos de alta complexidade
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Na unidade, estão previstos 51 leitos clínicos, 18 leitos de Cuidados Intensivos, 30 leitos de Terapia Intensiva na especialidade da pediatria
O Hospital Central, unidade que é construída pelo Governo de Mato Grosso em Cuiabá, terá uma ala pediátrica destinada ao atendimento de casos de alta complexidade em saúde. Na unidade, estão previstos 51 leitos clínicos, 18 leitos de Cuidados Intensivos, 30 leitos de Terapia Intensiva e quatro leitos de observação para a Urgência e Emergência na especialidade da pediatria.
O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, destaca que a obra do Hospital Central já está 95% concluída.
“O Hospital Central é um sonho que ficou adormecido por 34 anos em Mato Grosso. A gestão do governador Mauro Mendes aprimorou e ampliou o projeto deste hospital e, hoje, a nossa população pode sonhar com algo maior, que está muito próximo de se tornar realidade. Essa unidade contará com leitos pediátricos para casos de alta complexidade e possibilitará a realização de procedimentos que ainda precisam ser feitos fora do estado, devido ao grau de complexidade”, explica.
A estrutura do Hospital Central, que ficou 34 anos abandonada, será dedicada às demandas de alta complexidade em saúde e recebe investimentos de R$ 221,8 milhões em obras. A previsão de término da obra é para 2024. A unidade deve entrar em funcionamento em 2025.
O secretário adjunto de Gestão Hospitalar da SES, Oberdan Lira, destaca que o Hospital Central atuará como uma unidade de referência para a pediatria em Mato Grosso. Pacientes que serão atendidos pela unidade serão transferidos de outros hospitais para o atendimento.
“Todos os pacientes que irão para o Hospital Central serão transferidos por outros hospitais por meio da regulação. No centro cirúrgico, teremos inovação tecnológica e equipamentos modernos, para que possamos garantir o melhor tratamento e a melhor forma de recuperar esse paciente, além de ofertar especialidades de alta complexidade, como neurocirurgia e cardiologia pediátrica”, destacou.
Dentre as demais especialidades previstas para o hospital, também estão cardiologia, neurologia, vascular, ortopedia, otorrinolaringologia, urologia, ginecologia, infectologia e cirurgia geral. A unidade terá capacidade total para oferecer 1.990 internações, 652 cirurgias, 3.000 consultas especializadas e 1.400 exames por mês.
O novo projeto prevê o total de 60 leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 230 leitos de enfermaria. Além disso, a unidade de alta complexidade vai dispor um total de 290 leitos voltados para o atendimento de toda a população mato-grossense.
A secretária-adjunta de Obras da SES, Mayara Galvão, destaca que a fase final da obra é a etapa que demanda mais tempo devido à complexidade na execução dos acabamentos e instalação de equipamentos.
“Essa é uma obra de grandíssimo porte e a fase mais trabalhosa já passou. Porém, a etapa final, que é de acabamentos e instalação de equipamentos, demanda mais tempo para a sua perfeita execução, sobretudo quando há um padrão de excelência a ser seguido. As equipes de obras da SES trabalham intensamente para entregar esse importante hospital à população do estado”, finaliza.
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Mounjaro e a pele: os efeitos que ninguém te contou antes de começar o tratamento
Mounjaro virou assunto nos consultórios médicos e rodas de conversa de todo o Brasil. Como já se sabe, a tirzepatida, princípio ativo do medicamento, promove perda rápida de peso e tem atraído cada vez mais pacientes. Mas, enquanto a balança vai registrando números menores, o que acontece com a pele quase sempre passa despercebido até virar um problema.
A dermatologista Sullege Suzuki, referência em tricologia e medicina estética, tem recebido cada vez mais pacientes com queixas que começam a aparecer semanas ou meses após o início do uso do medicamento: cabelos caindo em quantidade acima do normal, rosto com aspecto cansado, pele mais frouxa nos braços, abdômen e coxas, e unhas que ficam quebradiças sem razão aparente.
“Quando a perda de peso acontece muito rápido, o organismo não tem tempo de se adaptar. A pele perde sustentação, o colágeno não acompanha o ritmo e o resultado pode ser frustrante para quem esperava apenas os benefícios do emagrecimento”, explica a especialista.
O que acontece com a pele durante o emagrecimento acelerado
O mecanismo do Mounjaro atua em dois receptores hormonais ao mesmo tempo, o GLP-1 e o GIP, potencializando a sensação de saciedade e acelerando a perda de gordura. O problema é que a gordura que vai embora não é só a do abdômen. Parte dela está no rosto e funciona como estrutura de sustentação natural. Quando ela diminui rapidamente, a pele fica sem esse suporte e começa a ceder.
Esse fenômeno ganhou até nome próprio nas redes sociais internacionais: “Mounjaro Face”. Ele se manifesta como sulcos mais profundos, perda do contorno da mandíbula, olheiras marcadas e um aspecto geral de envelhecimento precoce. No corpo, os sinais aparecem nos braços, abdômen, glúteos e parte interna das coxas, regiões onde a pele perde firmeza e passa a ter sobra visível.
“A pele humana tem elasticidade, mas ela tem limite. Uma perda de gordura muito intensa em pouco tempo rompe fibras elásticas que não se reconstituem sozinhas. Depois que isso acontece, o tratamento fica mais complexo e custoso do que teria sido se o cuidado fosse iniciado desde o começo”, destaca Dra. Sullege.
Cabelos, unhas e a conexão com o déficit nutricional
Um dos efeitos mais relatados por quem usa a tirzepatida e ainda pouco discutido fora dos consultórios especializados é a queda de cabelo. O medicamento não agride diretamente o folículo piloso, mas o emagrecimento acelerado funciona como um gatilho de estresse metabólico. O organismo interpreta essa mudança brusca como uma situação de risco e começa a direcionar os recursos para funções que considera mais urgentes. Os cabelos ficam em segundo plano.
Com a redução drástica do apetite, muitos pacientes passam a ingerir quantidades insuficientes de proteínas, ferro, zinco e biotina. Esses nutrientes são fundamentais para a estrutura tanto do fio de cabelo quanto da unha. Quando o organismo entra em déficit, a queratina produzida fica mais fraca e as consequências aparecem nas duas extremidades: fios que quebram ou caem com facilidade e unhas que descamam, partem e demoram a crescer.
“O cabelo e a unha são estruturas que dependem dos mesmos blocos construtores. Quando o paciente entra em emagrecimento rápido sem acompanhamento nutricional adequado, esses dois sinais aparecem juntos, às vezes antes mesmo de a flacidez ser percebida. É um alerta precoce que a dermatologia consegue identificar e tratar cedo”, afirma Dra. Sullege Suzuki.
Quando começar o cuidado: a resposta é antes
A principal orientação de Dra. Sullege Suzuki para quem vai começar ou já está usando o Mounjaro é clara: não esperar os sinais aparecerem para buscar atendimento dermatológico. O acompanhamento desde o início é o que permite trabalhar de forma preventiva e garantir que o emagrecimento não venha acompanhado de prejuízos estéticos.
Para a pele do rosto e do corpo, a medicina estética conta hoje com bioestimuladores de colágeno, que atuam nas camadas mais profundas estimulando a produção de novas fibras de sustentação. Tecnologias como o ultrassom microfocado e a radiofrequência também são aliadas importantes para garantir firmeza sem procedimentos cirúrgicos. A toxina botulínica, quando bem indicada, ajuda a evitar que as linhas de expressão se fixem na pele que está perdendo elasticidade.
Para os cabelos, o Espaço Sullege Suzuki conta com um spa capilar equipado com tecnologia de ponta para atender pacientes em processo de emagrecimento. Entre os recursos disponíveis estão a aplicação de plasma rico em plaquetas, que estimula os folículos pilosos e promove a regeneração capilar, e o uso de células-tronco capilares, que atuam diretamente na renovação do folículo e na recuperação de fios enfraquecidos. Esses protocolos são personalizados conforme o grau de queda, o perfil capilar de cada paciente e o estágio do tratamento com a medicação.
“A queda de cabelo associada ao Mounjaro é tratável. Com os protocolos certos e o início precoce, a maioria dos pacientes consegue manter a densidade capilar durante todo o processo de emagrecimento. O que desenvolvemos foi pensado exatamente para isso: oferecer um cuidado completo, que vai da avaliação tricológica até os tratamentos mais avançados disponíveis hoje no mercado”, explica a médica.
“O emagrecimento pode ser transformador para a saúde e para a autoestima. Mas ele precisa vir acompanhado de um olhar cuidadoso para a pele, o cabelo e as unhas. Temos hoje recursos modernos e eficazes para garantir que a pessoa que emagrece chegue ao resultado final com a pele firme, o cabelo saudável e a aparência rejuvenescida”, conclui Dra. Sullege.
SINAIS DE ALERTA: quando procurar um dermatologista durante o uso do Mounjaro
Queda de cabelo acima do habitual semanas ou meses após o início do uso
Unhas que quebram com facilidade, descamam ou crescem mais devagar
Aspecto cansado ou envelhecido no rosto mesmo sem ter perdido muito peso ainda
Perda de definição na região da mandíbula ou sulcos mais marcados
Pele com aparência mais frouxa em braços, abdômen ou coxas
Ressecamento intenso ou perda de brilho na pele
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