MATO GROSSO
Hospital Estadual Santa Casa foi referência na pandemia e desde 2022 já realizou 5.600 cirurgias
MATO GROSSO
No auge da pandemia, a unidade chegou a manter 80 leitos de UTI Covid-19 para adultos e, neste período realizou apenas as cirurgias de urgência e emergência e manteve os atendimentos oncológicos e nefrológicos em locais completamente isolados da área Covid-19. A realização de cirurgias eletivas estava suspensa pelo Ministério da Saúde.
No dia 15 de junho de 2022, o Hospital Estadual Santa Casa retomou, em parte, a normalidade do fluxo de atendimento e restabeleceu a oferta de cirurgias eletivas. Desde então, a unidade já realizou mais de 120.246 atendimentos ambulatoriais, 6.402 internações, 3.003 cirurgias eletivas e 2.663 cirurgias de urgência.
“A SES não mede esforços para ampliar a oferta de serviços nos hospitais e unidades administradas pelo Estado. O Hospital Estadual Santa Casa presta atendimentos de extrema importância para a rede e exerce uma função primordial, sobretudo, no atendimento às demandas pediátricas e de alta complexidade”, declarou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.
Para a diretora do hospital, Patrícia Neves, o período pandêmico foi desafiador para toda a equipe multidisciplinar. “Foi o momento mais difícil da vida de muitos profissionais de saúde, mas especialmente para aqueles que estavam na linha de frente do combate. Tenho profundo respeito por cada um dos trabalhadores que não puderam se isolar e viveram todos os segundos da angústia que foi a pandemia da Covid-19 para salvar vidas”, disse.
Atualmente, o hospital oferece Pronto Atendimento Pediátrico 24 horas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ala que realizou mais de 34 mil atendimentos entre junho de 2022 e maio de 2023. Neste período, ainda foram realizadas 56 internações na UTI pediátrica e 97 na UTI Neonatal.
A unidade também realizou 96 internações em UTI adulto e 445 internações na UTI cardiológica, que passou a receber pacientes em setembro de 2022.
Somente na área da oncologia cirúrgica, desde julho de 2022, foram realizados 9.524 procedimentos; já na oncologia clínica, foram realizados 2.220 atendimentos. Na área de nefrologia, a unidade realizou 5.410 atendimentos.
“O Hospital Estadual Santa Casa oferta um serviço de ponta a atende a muitas especialidades na alta complexidade, como cardiologia, neurologia, nefrologia, oncologia, pneumologia, urologia, entre outras. Nossa equipe trabalha para ofertar o melhor tratamento aos usuários do SUS”, concluiu a diretora.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista
O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.
“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.
Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.
Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.
O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.
“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.
Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.
“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.
Sobre a AACCMT
A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.
A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.
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