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Indea apontou armazenamento irregular de agrotóxico um mês antes de empresa do agro pegar fogo

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Relatório do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (INDEA-MT) apontou que a empresa Luft Transportes foi notificada por armazenar agrotóxicos acima da capacidade e em locais inadequados um mês antes do incêndio na empresa. O caso aconteceu no dia 8 de outubro, em Sorriso (420 km de Cuiabá), e terminou com 24 pessoas afetadas por terem inalado a fumaça. Para o procurador do trabalho, Bruno Choairy Cunha de Lima, as irregularidades podem ter sido causadoras do incêndio ou terem agravado a situação. 

O relatório foi apresentado durante audiência pública, promovida pelo Fórum Estadual de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos, no dia 2 de dezembro, na sede do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso. Na ocasião, o procurador Bruno de Lima, afirmou que as irregularidades encontradas na empresa podem ter agravado o incêndio. 

“No mínimo, essas irregularidades agravaram o incidente, porque você queimou substâncias que não deveriam ser queimadas. E com isso, repercutiu na saúde de muitas pessoas”, comentou o procurador. 

O relatório mostra com imagens que um mês antes do incêndio a empresa já armazenava um volume de agrotóxico maior que sua capacidade, fazendo com que parte do material ficasse no pátio da empresa, fora do armazém fechado, como determina a regulamentação. Alguns dos produtos apresentavam ainda poeira, demonstrando que estavam armazenados de forma incorreta há um longo período de tempo. 

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Registros dos agrotóxcos armazenados em local irregular. | Foto: Indea

“Destacamos que no mês anterior ao sinistro a empresa LUFT foi fiscalizada em duas oportunidades, sendo constatado o armazenamento irregular de agrotóxicos nas duas fiscalizações e emitidos dois autos de infração em desfavor da empresa, uma pelo armazenamento irregular de agrotóxicos e outra pelo descumprimento da notificação para adequar o armazenamento”, afirmou o Indea no relatório. 

Após o incêndio, técnicos do Instituto visitaram a sede da empresa e registraram o cenário após o incidente. No relatório foi notificado que as chamas chegaram a atingir parciamente uma tenda que continha alguns dos agrotóxicos armazenados pela empresa. 

Na foto do lado direito, é possível ver os recipientes parciamente atingidos pelas chamas. | Foto: Indea
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Exposição-cápsula apresenta imagens de Olinda Altomare na Casa do Parque

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Abrindo a temporada de exposições 2026 da A Casa do Parque, a mostra fotográfica AURA NOIR será inaugurada nesta quinta-feira (28), às 19h, com entrada gratuita. A exposição marca a estreia da magistrada cuiabana Olinda Altomare na fotografia autoral.

Há quatro anos, ela encontrou na arte fotográfica uma forma de ampliar a percepção do mundo, transformando o ato de fotografar em uma experiência sensorial, contemplativa e de expressão artística.

A mostra reúne oito obras em preto e branco captadas em incursões pela Chapada e pelo Pantanal. Em vez do registro documental ou turístico, Altomare constrói imagens de forte densidade visual, nas quais água, mata, luz e animalidade ultrapassam a paisagem e assumem presença quase escultórica.

Ao optar pela subtração da cor, a artista reorganiza o olhar. O preto, o branco e os contrastes extremos condensam a imagem ao essencial. Uma cabeça de jacaré emerge da água como força silenciosa e ancestral.

Árvores se expandem como arquitetura orgânica. O céu estrelado deixa de ser horizonte para se tornar campo de imensidão. Mais do que uma exposição inaugural, AURA NOIR surge como um primeiro recorte de uma pesquisa imagética marcada pela contenção, pela atmosfera e pela permanência do visível.

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“Olinda constrói, em AURA NOIR, uma fotografia baseada em contenção, contraste e permanência. A subtração da cor intensifica a presença da paisagem e desloca o olhar para além do registro documental. Produzidas em fine art, com obras apresentadas também em grandes dimensões, as imagens ampliam a experiência visual e reforçam a relação entre escala e contemplação”, afirma Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque e curadora da exposição.

Em um tempo em que a fotografia frequentemente se dissolve na velocidade da imagem cotidiana, Olinda Altomare opera na direção contrária: desacelera o olhar e devolve peso à contemplação.

 

Serviço

Assunto: Exposição-cápsula apresenta imagens de Olinda Altomare na Casa do Parque

Horário: 28 de maio, às 19h

Local: A Casa do Parque – R. Maj. Severino de Queiroz, 455 – Duque de Caxias II, Cuiabá

Entrada franca

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