MATO GROSSO
Indea registra três focos de raiva animal em Mato Grosso
MATO GROSSO
Três focos de raiva animal foram registrados pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) neste primeiro mês de 2023. Os casos ocorreram em três municípios da baixada cuiabana: Jangada, Nossa Senhora do Livramento e Planalto da Serra.
O médico veterinário e fiscal do Indea Alisson Cericatto explica que as estratégias de vacinação de bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos e equinos são fundamentais para o combate à doença, além do controle da população de morcegos hematófagos, conhecidos como morcegos vampiros.
“Anualmente são registrados centenas de óbitos pela doença em animais de produção, gerando um impacto econômico e social elevado. No ano de 2022, por exemplo, foram registrados 43 focos positivos em 41 municípios, sendo as principais espécies afetadas os bovinos e os equinos, com 35 e 8 focos, respectivamente”, explicou.
A raiva não tem tratamento, sendo fatal uma vez iniciados os sinais clínicos. Ao contrário de animais de pequeno porte, como cães, a raiva em herbívoros se manifesta com sintomas de paralisia, queda, tremores, movimentos de pedalagem e dilatação da pupila.
O médico veterinário orienta que a principal forma de prevenção é por meio da vacinação dos animais, evitando a ocorrência da doença.
“Em casos de sugadura por morcegos hematófagos, pode-se utilizar pasta vampiricida nos animais sugados. O produtor também deve comunicar ao Indea de seu município para programação de captura para controle da população”, orienta Alisson, para os casos onde a doença não tenha se manifestado.
Contudo, nos casos em que forem identificados animais com os sinais clínicos da doença, o Indea deve ser comunicado imediatamente, e o animal não pode ser tocado ou manipulado, pois a raiva é transmitida também aos humanos.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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