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Inscrições para cursos de qualificação da Seciteci terminam nesta sexta-feira (18)

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A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso disponibilizou 300 vagas em cursos de qualificação profissional para a população de  Lucas do Rio Verde. As inscrições seguem até esta sexta-feira (18.08) e devem ser realizadas presencialmente, na Escola Técnica Estadual de Educação Profissional e Tecnológica do município.
De acordo com o edital, serão ofertados dez cursos diversos, possibilitando uma rápida inserção no mercado de trabalho, com início das aulas previsto entre os meses de setembro e novembro, variando de acordo com o curso. A duração será entre 32 a 180 horas, distribuídas em turmas de 20, 30 e 40 vagas nos turnos da manhã e noite.

Estão disponíveis oportunidades de aprendizagem nas áreas de Inglês Aplicado a Serviços Turísticos, Aspectos Legais, Tributários e Trabalhistas do MEI, Matemática Financeira e Noções de Finanças, Gestão de Custos e Formação de Preço de Venda, Estratégias de Vendas e Negócios Digitais, Gestão e Planejamento Financeiro, Processamento de frutas, Formação de preço e técnicas de vendas, Empreendedorismo, e Processamento de Hortaliças.

Após concluírem todos os cursos das áreas de Qualificação Profissional em Microempreendedor Individual (MEI) e Qualificação Profissional em Produtor de Frutas e Hortaliças Processadas com Uso do Frio, os alunos receberão seus certificados.

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O diretor da  Escola Técnica Estadual de Educação Profissional e Tecnológica de Lucas do Rio Verde, José Otacílio Mainardi, afirma que, em breve, o município será um centro logístico que receberá pessoas do mundo todo e, por isso, a demanda por pessoas que conheçam a língua inglesa, em um ambiente de agronegócio com atuação mundial, é fundamental.

“O município tem se preparado para receber as pessoas que vêm a negócios, por isso ofertamos esse curso de Inglês aplicado a Serviços Turísticos. Os outros cursos são focados na qualificação de pequenos empreendedores. Com o grande desenvolvimento da cidade, é uma setor de grande demanda, e esses cursos acontecem dentro do Núcleo de Atendimento ao Pequeno Empreendedor (Nape), que é um projeto da ETE financiado pela Fapemat, do Governo do Estado. Os cursos pretendem atender pequenos agricultores, pequenos negócios e mulheres de baixa renda, cumprindo a função social da escola”, explicou o diretor.

A Escola Técnica Estadual de Educação Profissional e Tecnológica de Lucas do Rio Verde está localizada na Avenida Santa Catarina 1217 E, no bairro Cidade Nova.

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Acesse o edital aqui.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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