MATO GROSSO
Intervenção cria bônus de R$ 600 por plantões e fins de semana
MATO GROSSO
O Gabinete de Intervenção Estadual na Saúde de Cuiabá instituiu, por meio de decreto publicado no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (17), um incentivo financeiro para os médicos que trabalharem aos finais de semana e feriados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas e reajustou o valor pago pelos plantões extras.
A medida vem depois de um final de semana em que foi denunciada a falta de médicos nas UPAs do Verdão e do Coxipó.
Cada profissional vai receber R$ 600 a mais por plantão nessas datas.
Já o valor do plantão extra aos finais de semana e feriados subiu de R$ 1,3 mil para R$ 1,6 mil, além do bônus de R$ 600, e, do plantão extra durante a semana, passou de R$ 950 para R$ 1,1 mil, por jornada de 12 horas.
São considerados plantões extras os realizados em dias diferentes dos definidos em escala estabelecida no início de cada mês.
O incentivo aos médicos tem como objetivo principal a melhoria no atendimento prestado aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), além de reconhecer o trabalho prestado pelos profissionais aos finais de semana.
O bônus não vai causar aumento nas despesas, já que a Intervenção está fazendo redução de gastos em outras áreas.
“A expectativa é que a medida do Gabinete de Intervenção possa contribuir efetivamente para a recuperação do sistema de saúde municipal”, diz o decreto.
Conforme o decreto, a prestação dos serviços de urgência e emergência na saúde do município deverá ser realizada prioritariamente por profissionais já vinculados à Secretaria Municipal de Saúde.
Essa é mais uma das ações adotadas pelo Gabinete de Intervenção para aumentar o quadro de médicos na rede municipal de saúde de Cuiabá. Há dois processos seletivos em andamento, um para a contratação de pessoa física e outro de pessoa jurídica.
Já foram contratados mais de 60 médicos para atuar nas unidades municipais de saúde desde o início da intervenção, há um mês.
MATO GROSSO
Reforma tributária deve mudar custos e exigir revisão de contratos na saúde
Empresas de saúde terão de olhar além das alíquotas para avaliar os efeitos da reforma tributária sobre seus resultados. O perfil dos fornecedores, o aproveitamento de créditos e as condições dos contratos estão entre os fatores que podem influenciar os custos e o planejamento financeiro de hospitais, clínicas e outros estabelecimentos do setor.
Esses impactos foram discutidos em Cuiabá durante o Saúde à Mesa, promovido pelo Sindicato das Empresas de Saúde de Mato Grosso (Sindessmat), em parceria com a FCS Advogados e patrocínio da Huma. A palestra dos advogados Alex Ferreira e Thayelle Vendramini abordou as mudanças na tributação do consumo e da renda e seus reflexos para empresas, sócios e profissionais da saúde.
Uma simulação apresentada por Ferreira ilustrou o peso dos créditos tributários no resultado financeiro. Ao comparar dois hospitais com a mesma receita, mas diferentes níveis de aproveitamento de créditos, o exemplo mostrou uma diferença no tributo a recolher equivalente a 3% do faturamento. O exercício evidenciou como a composição das compras e a organização dos controles podem influenciar o valor a pagar.
Segundo o advogado, os efeitos para cada estabelecimento dependem também do perfil de seus contratantes e das condições negociadas com fornecedores. A preparação passa pela revisão de preços, organização dos documentos fiscais, identificação do regime tributário dos parceiros comerciais e adequação dos sistemas de gestão.
A análise incluiu o funcionamento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a transição para o novo modelo e as particularidades das relações entre prestadores, operadoras de planos de saúde, entidades filantrópicas e poder público.
Os contratos de longa duração também exigem atenção. A orientação apresentada foi integrar as áreas jurídica, contábil, financeira e de compras para avaliar os efeitos das mudanças sobre os compromissos assumidos e planejar a adaptação dos negócios.
Além dos custos das empresas, o encontro discutiu os reflexos sobre a renda de sócios e profissionais da saúde. Thayelle Vendramini abordou a tributação de dividendos, a retenção na fonte e a apuração do Imposto de Renda mínimo sobre rendimentos elevados. Os exemplos relacionaram a distribuição de lucros, os valores recebidos ao longo do ano e o ajuste anual.
Para a diretora executiva do Sindessmat, Patrícia West, o acesso à informação é fundamental para preparar os estabelecimentos para esse cenário.
“A reforma tributária exige atenção e planejamento das empresas do setor da saúde. Com o Saúde à Mesa, o Sindessmat busca aproximar os gestores de especialistas e oferecer informações que apoiem decisões mais seguras. Nosso compromisso é fortalecer as instituições que representamos, promovendo diálogo e conhecimento para que possam se preparar para as mudanças e seguir oferecendo uma assistência de qualidade à população”, destaca.
O presidente do Sindessmat, Dr. Altino José de Souza, afirmou que a iniciativa abre uma série de encontros voltados aos associados, com temas que afetam a gestão dos estabelecimentos.
“Foi uma experiência para avaliarmos a adesão e o interesse de nossos associados, e a avaliação é positiva. Nossa parceria com a FCS Advogados sempre rende bons frutos, com conteúdo atualizado e que impacta na gestão dos estabelecimentos. Agradecemos também o apoio da Huma – Cotações e Compras Eletrônicas LTDA, que apresentou uma ferramenta que pode ser utilizada pelos estabelecimentos e nos ajudou a realizar esse encontro.”