MATO GROSSO
Intervenção entrega Saúde de Cuiabá com médicos em todas as unidades e farmácias abastecidas
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De um cenário de caos financeiro, pacientes aguardando há anos por cirurgias, à falta de medicamentos nas prateleiras das farmácias, a intervenção entrega a gestão, no próximo dia 31 de dezembro, com médicos em todas as unidades básicas de saúde, farmácias abastecidas e cirurgias sendo realizadas em menos de 60 dias após o pedido do médico.
A intervenção foi decretada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso com parecer favorável do Tribunal de Contas do Estado, em março deste ano, após pedido do Ministério Público do Estado, que apontou diversas irregularidades na saúde da Capital.
“Com muito pesar tivemos que assumir essa tarefa designada pelo Poder Judiciário, a pedido do Ministério Público do Estado. Nestes meses de trabalho da equipe da Intervenção ficou muito claro pra mim que quando há competência, seriedade e honestidade, as coisas acontecem. É claro que não ficou perfeito, mas ocorreram importantes melhorias nestes dez meses”, destacou o governador Mauro Mendes.
A interventora Estadual na Saúde de Cuiabá, Danielle Carmona, frisou que um trabalho muito sério foi feito nestes dez meses. “Estamos com o sentimento de missão cumprida. E temos muito a agradecer ao Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público e Tribunal de Justiça pela confiança e parceria. Diante do caos em que se encontrava a Saúde da Capital, em dez meses não há como deixar tudo 100%. Mas conseguimos resolver os pontos que motivaram a intervenção, como o chamamento de mais de 95% dos aprovados no concurso, garantia de médico em todas as unidades de saúde, cumprimento de decisões judiciais, entre outros”, frisou Danielle.
Um dos avanços que mais impactaram no atendimento à saúde da população foi a redução de 79,5% do número de pacientes aguardando para fazer cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Cuiabá. De março, quando a Intervenção assumiu a gestão, à dezembro, haviam 111.270 solicitações de cirurgia na Central de Regulação, com alguns pacientes aguardando há mais de seis anos.
“Nossa maior preocupação, além de atender à decisão judicial, sempre foi garantir um atendimento digno à população, que merece uma saúde de qualidade. Então, todos os nossos esforços sempre foram em melhorar a saúde, em todos os aspectos, para que a população cuiabana possa ter o que realmente merece, um serviço de qualidade”, completou a interventora.
Dados da última semana mostram que atualmente há 22.750 pacientes aguardando atualmente, sendo que já estão nesta lista pedidos de cirurgia recentes. Com ações de saneamento da fila de espera, planejamento estratégico dos atendimentos eletivos e de urgência, como a realização de mutirões de cirurgia, 63 procedimentos cirúrgicos estão atualmente sem pacientes aguardando para realizá-los.
O problema de falta de médicos nas unidades básicas de saúde foi solucionado. Em março, quando começou o período interventivo, a Secretaria Municipal de Saúde tinha 439 médicos contratados. Atualmente, são 706 médicos contratados. Todas as unidades de saúde da família (USF) têm médicos para atender os moradores de Cuiabá.
Em março, quando a equipe do Gabinete de Intervenção assumiu, dos 145 medicamentos essenciais padronizados, apenas 41 tinham estoque para atender por até 30 dias e 47% (do total ) estavam com estoque zerado. Desde então, foram comprados cerca de R$ 36 milhões em medicamentos e insumos e atualmente todas as farmácias das unidades de saúde estão abastecidas.
Na frente estrutural, no período de intervenção foram entregues melhorias nas unidades de saúde, entre reformas, retomada de obras e mudança de prédios. Todas as unidades de pronto-atendimento (UPAs) receberam melhorias e a UPA do Jardim Leblon foi finalizada e entregue com alto padrão de estrutura e conforto para a população em julho. O Gabinete também fez a mudança nos prédios do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) e do Centro de Especialidades Médicas (CEM).
As unidades básicas de Saúde do Despraiado, Novo Mato Grosso, Campo Velho e Jardim Vitória, que estavam em situação precária, foram totalmente reformadas. As obras das USF São Gonçalo e Jardim Imperial foram entregues.
No evento, o Gabinete de Intervenção também apresentou dados financeiros do período à frente da Saúde e resultados por frentes de trabalho.
Participaram da reunião os secretários de Estado Rogério Gallo (Fazenda), Laíce Souza (Comunicação), Gilberto Figueiredo (Saúde), César Roveri (Segurança), Basílio Bezerra (Planejamento); e o procurador do Estado Hugo Lima.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos
Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.
Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.
Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.
“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.
Os erros financeiros mais comuns entre casais
Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.
Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.
Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.
Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.
“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.
Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos
Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.
“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.
Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.
Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:
Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.
“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.
Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor
Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?
De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”
Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.
Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.
Construindo o futuro juntos
Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.
Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.
“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.
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