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Interventor diz que retirada de equipamentos da Secretaria de Saúde estava planejada e Prefeitura contesta
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O interventor da Saúde de Cuiabá, Hugo Fellipe Lima, afirmou que a retirada de equipamentos da Secretaria Municipal de Saúde foi planejada antes da decisão que suspendeu a ação de intervenção do Estado. Ao longo da tarde desta sexta-feira (6), computadores e documentos foram levados da sede da pasta, onde também está instalado o Gabinete da Intervenção. Segundo Hugo, a retirada foi feita pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para que possam ser feitas análises nos materiais recolhidos.
Questionado sobre o motivo da presença da Politec na porta da Secretaria, o interventor alegou que a perícia foi chamada após membros da equipe da intervenção encontraram dificuldades para acessar dados sobre a Saúde. Ainda de acordo com Hugo, a visita da Politec já estava planejada antes da decisão que suspendeu a intervenção.
“Já eram pedidos que a gente havia feito, já que a gente teve um pouco de dificuldades de levantar alguns dados e isso é indispensável, precisa ter um diagnóstico do que está acontecendo na secretaria. Então na verdade foi a execução de um plano que a gente já tinha traçado”, disse o interventor em entrevista à imprensa na saída da secretaria, no fim da tarde desta sexta-feira (6).
O interventor reforçou ainda que tudo foi realizado dentro legalidade, com o objetivo de encontrar dados para seguir com a realização de relatórios sobre a gestão da Saúde. “A Politec fez o trabalho dela conforme nosso pedido. Tudo dentro da ordem, tudo dentro do que os poderes da intervenção nos dá. Já estava dentro de uma programação”, completou.
Já para o Executivo Municipal, retirada dos equipamentos foi interpretada como “atitude maldosa, que traz grandes prejuízos ao serviço”. Em nota, a Prefeitura chamou de mentirosa a justificativa dada pelo co-interventor, Érico Pereira.
“O co-interventor fazia uso de um notebook particular no gabinete. O microcomputador que ele pegou nunca foi usado por ele, inclusive, o gabinete e o setor de Licitação e Contratos ficam longes. Ele removeu o computador específico do setor, atitude maldosa, que traz grandes prejuízos ao serviço, pois prejudica a execução do trabalho”, ressaltou em nota.
Ainda segundo a Prefeitura, um boletim de ocorrência deve ser feito para registrar o caso.
Sem notificação oficial
Ainda durante a entrevista, Hugo confirmou que até o momento não foi notificado oficialmente sobre a decisão da presidente do STJ, ministra Maria Thereza de Assis Moura, que suspendeu a intervenção na Saúde de Cuiabá. Na decisão, a ministra classificou o deferimento feito por Orlando Perri como inadequado e manteve a suspensão até que o Órgão Especial do TJ julgue o mérito da questão.
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“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia
Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.
A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.
“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.
Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.
O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.
Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.
O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0
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