MATO GROSSO
Investimentos do Governo de MT em Barra do Garças promovem desenvolvimento regional
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Apenas para asfaltar 51,8 quilômetros na MT-100, entre Barra do Garças e o município de Araguaiana, o Governo está investindo R$ 34 milhões. Ainda na MT-100, o Estado investiu R$ 13,8 milhões para a manutenção de 84,6 quilômetros de estrada, em trechos que ligam Pontal do Araguaia a Torixoréu e Barra do Garças a Araguaiana.
Os investimentos na infraestrutura, que totalizam mais de R$ 115 milhões, ainda envolvem a construção de seis pontes de concreto nas MTs-100/336, manutenção de ruas do município, sinalização de vias, asfaltamento, além da construção de calçadas e reforma do Parque Municipal das Águas Quentes.
Já na Educação, o Governo investe R$ 37,8 milhões para a construção das Escolas Estaduais Dom Felippo Rinaldi (Indígena), Dom José Silva e Residencial Jardim dos Ipês, reforma da Escola Técnica Estadual, compra de cinco ônibus escolares, e a modernização tecnológica das escolas públicas, com a entrega de smart tvs e chromebooks.
Idealizados pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, os programas SER Família também atendem aos moradores de Barra do Garças, levando qualificação profissional, 40 mil cestas de alimentos e 9 mil cobertores.
Por meio do SER Família, o Governo também faz transferência de renda a cerca de 7 mil beneficiários do SER Família Idoso, SER Família Criança, SER Família Inclusivo e SER Família Indígena.
O Governo também investiu R$ 11 milhões para a retomada da construção de 1,4 mil casas populares nos residenciais Carvalho I, II e III.
Na segurança pública, o investimento foi de mais de R$ 18,5 milhões, dos quais R$ 14,2 milhões foram investidos para a construção do Centro de Atendimento Socioeducativo Masculino (Case). A Secretaria de Segurança Pública do Estado também destinou 132 rádios digitais e equipamentos de infraestrutura para radiocomunicação para fortalecer a segurança na região.
Na Saúde, o Governo destinou seis ambulâncias e investiu para a reforma e ampliação do Pronto-Socorro e Hospital Municipal Milton Morbeck. Outros investimentos ainda envolvem a realização de mais de 1,1 mil exames de alta complexidade e cirurgias eletivas no município.
Para a realização de atividades culturais e esportivas, foram destinados mais de R$ 16 milhões, e o Governo também tem fortalecido a agricultura familiar, com a destinação de tanques resfriadores de leite, distribuição de caixas de apicultura, calcário e diversas máquinas agrícolas.
Confira abaixo os investimentos realizados no município.![]()
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Fonte: Governo MT – MT
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.