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Jovens aprendizes do Senac-MT arrecadam 4,6 toneladas de alimentos para o ‘Sesc Mesa Brasil’

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Em Rondonópolis (220 km de Cuiabá), 180 alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial em Mato Grosso (Senac-MT) arrecadaram 4,6 mil quilos de alimentos para o ‘Sesc Mesa Brasil’, programa de combate à fome e ao desperdício. Os estudantes integram o programa ‘Jovem Aprendiz’ da instituição e a mobilização se deu durante a ‘2ª Gincana da Aprendizagem Solidária’, realizada nos meses de maio e junho.

As doações serão destinadas às pessoas em situação de vulnerabilidade social e nutricional assistidas por entidades sociais cadastradas no projeto, detalhou o presidente do Sistema Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior. Para destacar a importância do crescente fortalecimento do ‘Mesa Brasil’, ele citou, ainda, relatório publicado na semana passada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que mostrou uma piora dos indicadores de fome e insegurança alimentar no Brasil.
“O levantamento apontou que, em todo o país no ano de 2022, mais de 21 milhões de pessoas estavam em insegurança alimentar grave, caracterizado por estado de fome. Diante deste triste e preocupante cenário, o Sistema Fecomércio-MT vem trabalhando para minimizar a fome, a insegurança alimentar e reduzir o desperdício em todo o estado, a partir do ‘Sesc Mesa Brasil’, por meio de ações como esta dos nossos jovens aprendizes em Rondonópolis, eventos com entrada solidária condicionada a doações para o projeto”, elencou Wenceslau Júnior.
O diretor regional do Senac-MT, Edson Dahmer, celebrou o protagonismo juvenil nas contribuições à ação social. “Essas iniciativas corroboram com um dos princípios da atual gestão do Sistema Fecomércio-MT, que é a integração dos braços sociais da entidade, Sesc e Senac, em perfeita sinergia em prol da população mato-grossense, especialmente, dos mais vulneráveis”, destacou o dirigente.
Uma terceira edição da ‘Gincana da Aprendizagem Solidária’ já está programada para este segundo semestre de 2023. “A ideia principal é despertar nos alunos a consciência da doação, da solidariedade e de pensar sempre no próximo. É o momento onde todos os envolvidos no programa, jovens aprendizes e empresas do comércio contratantes, se unem para um único propósito: arrecadar alimentos para serem doados ao ‘Mesa Brasil’”, observa o gerente do Centro de Educação Profissional do Senac-MT de Rondonópolis, Cezar Romano.

O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

Por Assessoria de Imprensa/Senac-MT (Sistema Fecomércio/Sesc/Senac/IPF-MT)

Contato: Maicon Oliveira

Telefone & WhatsApp: 65 9 9909-8332

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E-mail: imprensa@mt.senac.br

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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