Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Jovens roubam pedágio, trocam tiros com PM e morrem em MT

Publicados

MATO GROSSO

Dois homens morreram na noite de quarta-feira (14) após trocarem tiros com Policiais da Força Tática em Tangará da Serra (distante a 240 km de Cuiabá). As vítimas foram identificadas como Heurique Franquilin de Oliveira Gonçalves, de 19 anos, e um adolescente de 17.

Conforme o boletim de ocorrência, a Polícia Militar recebeu por volta das 22h uma denúncia afirmando que dois ladrões estariam roubando a praça de pedágio no Distrito de São Joaquim do Boche.

Vídeos de câmeras de seguranças registraram o momento em que os criminosos chegaram armados e encapuzados e renderam os funcionários. Após o roubo, fugiram em um Fiat Strada pela rodovia MT-358, sentido Cuiabá.

Ao se depararem com a barreira policial, o motorista não respeitou as ordens de parada e tentou atropelar os agentes, além de efetuar disparos contra eles.

Para se defenderem, os policiais revidaram. Mesmo assim, os criminosos fugiram em alta velocidade. Contudo, poucos metros depois, o condutor perdeu o controle do veículo e eles desceram efetuando novos tiros contra os miltares. Foi neste momento que foram alvejados.

Leia Também:  VÍDEO: O Governador Mauro Mendes inaugurou na noite deste quinta-feira, a obra de prolongamentos da avenida do Barbado, em Cuiabá

Ainda de acordo com o registro, eles foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas já chegaram ao Hospital Regional sem vida.

Com eles foram apreendidos um revólver calibre 44, munições, seis celulares e pouco mais de R$ 3 mil.

Heurique tinha diversas passagens criminais, entre elas por lesão corporal e tráfico de drogas.

O caso será investigado pela Polícia Civil.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

Publicados

em

Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

Leia Também:  Mais de 800 kg de entorpecentes são apreendidos em Vila Bela da Santíssima Trindade

Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

Leia Também:  VÍDEO: Na manhã deste sábado, o Pitbull, que passou a noite "Calmo" na Rede Cegonha, em Várzea Grande, "Atacou" outro cachorro de pequeno porte.

Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA