MATO GROSSO
Jovens talentos da UFMT participam da série “Concertos Didáticos” na Casa do Parque
MATO GROSSO
Nesta quarta-feira, 25 de junho, às 19h30, A Casa do Parque realiza mais uma edição da série Concertos Didáticos, em parceria com o curso de Bacharelado em Música da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Sob coordenação musical do maestro Luis Renato Dias, o projeto une formação artística e fruição musical, aproximando o público da música de concerto por meio de experiências acessíveis e sensíveis.
Nesta edição, a noite será dedicada à voz. Os discentes Ana Maria Cavalheiro, Filipi Benites, Karol Silva, Náthaly Gorato e Vinícius Carvalho, da disciplina de Canto, sob orientação da professora Helen Luce Campos, apresentam um repertório que cruza fronteiras e estilos — de Villa-Lobos, Santoro, Villani-Côrtes e Helza Camêu ao barroco italiano de Bononcini, Marcello, Stradella e Giordani. No acompanhamento, dois nomes de peso: a violonista Teresinha Prada e o pianista Luis Renato Dias.
“Acreditamos na arte como um campo de formação sensível. Com o apoio do Sicoob Integração, seguimos promovendo experiências que unem beleza, escuta e aprendizado”, afirma Flávia Salem, diretora da Casa do Parque.
O projeto conta com apoio cultural do Sicoob Integração, que reconhece na cultura uma via essencial de transformação social e desenvolvimento humano. Parcerias como essa fortalecem ações voltadas à educação musical e ao incentivo a novos talentos.
SOBRE O PROJETO
Os Concertos Didáticos da Casa do Parque são voltados à formação de plateias e à valorização da música clássica. A cada edição, jovens intérpretes apresentam obras cuidadosamente selecionadas, com repertórios comentados e apresentações que combinam arte, escuta e aprendizado.
SOBRE OS MÚSICOS
Helen Luce Campos – Professora associada da UFMT. Bacharel em Canto e licenciada em Música (UFG), mestra em Educação (UNIMEP) e doutora em Estudos de Cultura Contemporânea (UFMT).
Teresinha Prada – Violonista, professora titular da UFMT. Doutora e mestre pela USP, autora de livros sobre violão brasileiro.
Luis Renato Dias – Maestro e pianista, coordenador musical da Casa do Parque. Bacharel pelo CBM-RJ e mestre em Educação pela UFMT.
SERVIÇO
Concertos Didáticos: edição de junho – A Casa do Parque & UFMT
📅 25 de junho de 2025 (quarta-feira)
🕢 19h30
📍 Rua Marechal Severino de Queiroz, 455 – Duque de Caxias – Cuiabá/MT
🎟️ Ingresso social: 1 litro de leite longa vida (doado à Creche da Colônia Bom Pastor – Várzea Grande)
💳 Ou R$ 25,00
📞 Informações: (65) 98116-8083
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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