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CUIABÁ

Honraria foi entregue durante a sessão ordinária desta quinta-feira (07)

Juca do Guaraná concede comenda à professora e pesquisadora que desenvolve trabalho contra a fome

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MATO GROSSO

O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, o vereador Juca do Guaraná Filho, entregou durante a Tribuna Livre da Sessão Ordinária desta quinta-feira (07), a Comenda Mulher Cidadã Ana Maria do Couto, à professora e pesquisadora Flávia Carolina da Costa.

A honraria foi dedicada à Flávia em reconhecimento ao trabalho que ela desenvolve junto à instituição social Ação da Cidadania, que luta pelo combate à fome no Brasil, desde 1993 e foi criada pelo sociólogo Herbert José de Sousa, conhecido como Betinho.

Flávia Carolina é voluntária da Ação Cidadania desde 2014 e começou a desenvolver os trabalhos da instituição em Cuiabá quando se mudou do Rio de Janeiro para a capital de Mato Grosso. “Eu não classifico esse trabalho como um trabalho de caridade, o meu intuito em Cuiabá, quando iniciamos, foi mostrar que em meio ao período de pandemia, os cuiabanos passavam fome. Nós tínhamos alguns alunos em situação de insegurança alimentar dentro da Universidade Federal de Mato Grosso e não apenas lá”, explica a pesquisadora.

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Foi com a percepção dessa realidade que Flávia iniciou uma campanha de arrecadação de alimentos e distribuição de cestas básicas e instituiu posteriormente o Comitê Mato Grosso da Ação da Cidadania, em 2020. Já foram arrecadados e distribuídos mais de 200 toneladas de alimentos para a população de Cuiabá e Mato Grosso.

O vereador Juca do Guaraná Filho agradeceu pelo trabalho de extrema importância realizado pela pesquisadora. “Hoje nós homenageamos a professora Flávia Carolina pelo trabalho belíssimo que ela faz no combate a fome e a miséria, que segue o princípio do sociólogo Betinho de ajudar as pessoas”, disse o presidente.

Flávia agradeceu pela homenagem recebida pela Câmara de Cuiabá. “Eu agradeço muito pelo reconhecimento. Fiquei muito feliz. Quero enfatizar que esse é um trabalho coletivo, que conta com vários parceiros, para que a distribuição das cestas possa ser feita a diversas famílias”, concluiu.

Juca do Guaraná Filho destacou que a Câmara de Cuiabá além de reconhecer, homenagear e apoiar pessoas e instituições que elaboram ações em prol da sociedade, a Casa de Leis também realiza campanhas de arrecadação de alimentos, por meio da Sala da Mulher, que são entregues a famílias em situação de vulnerabilidade social.

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“Já fizemos uma campanha de arrecadação de alimentos aqui na Casa, onde foram arrecadadas quase 30 toneladas de alimentos em apenas 30 dias, com a ajuda da população e o engajamento dos vereadores e servidores. Tudo que a gente fizer para amenizar o sofrimento da população, ainda é pouco. Por isso, vamos continuar trabalhando nesse sentido”, enfatiza o presidente da Casa de Leis.

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MATO GROSSO

Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos

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Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.

Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.

Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.

“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.

Os erros financeiros mais comuns entre casais

Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.

Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.

Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.

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Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.

“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.

Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos

Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.

“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.

Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.

Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:

Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.

“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.

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Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor

Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?

De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”

Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.

Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.

Construindo o futuro juntos

Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.

Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.

“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.

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