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Juiz cita que apresentador acreditou na “impunidade” ao tentar manipular esposa em MT Lucas Ferraz está detido no CDP de Tangará da Serra

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A Justiça de Mato Grosso explicou no mandado de prisão expedido contra o apresentador Lucas Ferraz que ele representa perigo para à vítima e a sua família, bem como era necessária para garantir a ordem pública.  Lucas foi preso na noite desta quarta-feira (21), por lesão corporal, violência psicológica e ameaça.

Ele é acusado de agredir a namorada no último sábado (17), durante uma festa de confraternização da emissora TV Vale, onde trabalhava. O apresentador acabou sendo demitido por conta da repercussão do caso.

“Por fim, a prisão cautelar visa resguardar o meio social em face da repercussão da conduta delituosa, impedindo o descrédito do Poder Judiciário e dos órgãos persecutórios, eis que a brutalidade do delito viola a tranquilidade do meio social e que representa uma grave ameaça à integridade física da vítima e sua família, gerando a sensação de impunidade e descrédito pela demora na prestação jurisdicional, de tal forma que, havendo formus boni iuris, não convém aguardar-se até o trânsito em julgado para só então prender o indivíduo”, diz trecho da decisão dada pelo juiz plantonista Pedro Davi Benetti.

De acordo com o delegado que está a frente das investigações, Gustavo Espíndula, Lucas está sendo interrogado na manhã desta quinta-feira (22), na Delegacia da Mulher de Tangará da Serra e posteriormente ficará detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) da cidade. No dia das agressões, a jovem chegou a denunciar o crime aos participantes da festa que a socorreram, dizendo inclusive, que aquela não era a primeira vez que era agredida.

Mas no dia seguinte voltou atrás em sua declaração e disse que os ferimentos foram provocados por ela mesma, em um surto. Ainda na filmagem, ela ressalta que não está sendo coagida ou mentindo sobre o caso.

Após o episódio de agressão na festa, a estudante foi levada ao Hospital Municipal de Tangará e lá foi constatado que além dos hematomas pelo rosto, a jovem também teve o nariz fraturado. O médico plantonista que a atendeu chamou a Polícia Militar para denunciar o caso, onde foi feio um boletim de ocorrências com o médico e os demais convidados da confraternização como testemunhas.

Ocorre, que desde então o casal tem buscado à imprensa para tentar desmentir as autoridades e testemunhas. O apresentador a todo o tempo ao lado da vítima alega que não é agressor que tudo não passa de perseguição contra ele.

No entanto, o laudo pericial ficou concluído nesta quarta (20) e apontou que as fraturas e hematomas no rosto da mulher, foram cometidos por outra pessoa, e não feitos por ela mesma, como tem informado. O caso ainda segue sendo investigado pela Polícia Civil.

Fonte: FOLHAMAX
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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