Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Justiça autoriza quebra de sigilo telefônico de mulher envolvida no caso de assassinatos de motoristas de aplicativo em Várzea Grande

Publicados

MATO GROSSO

JB News

Da Redação

A Justiça concedeu autorização para a quebra do sigilo telefônico do aparelho celular de Keise Melissa Rodrigues, de 25 anos, suspeita de envolvimento em uma série de assassinatos de motoristas de aplicativo na região metropolitana de Cuiabá. Keise é acusada de emprestar sua conta em aplicativos de transporte para facilitar os ataques coordenados.

Segundo as investigações, Keise mantinha vínculos com Lucas Ferreira da Silva, de 20 anos, e dois adolescentes, que teriam utilizado sua conta para atrair motoristas, posteriormente assassinados. O grupo é responsável por três mortes até o momento.

Além de seu papel na atração das vítimas, Keise também é apontada como namorada de um dos adolescentes e teria conexões com uma facção criminosa, facilitando a negociação dos veículos roubados dos motoristas assassinados.

Em depoimento Keise confirmou, namorar com o adolescente de 15 anos.

Com a autorização da quebra de sigilo telefônico, as autoridades esperam extrair informações cruciais para esclarecer os detalhes do caso e identificar possíveis cúmplices.

Leia Também:  Max Russi se reúne com Fábio Faria e busca consolidar 5G para áreas rurais de MT

Keise Melissa Rodrigues foi presa nesta sexta-feira e conduzida à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde prestou depoimento. Em seguida, foi encaminhada ao fórum para audiência de custódia.

Leia Também:  Bombeiros resgatam cachorro que caiu em caixa de descarte de resíduos

Enquanto isso, uma quinta pessoa, responsável por registrar uma das mortes, ainda não foi localizada pelas autoridades. A gravação teria sido realizada para que um dos adolescentes, ausente no momento da execução, assistisse ao crime posteriormente. As imagens foram enviadas através do aplicativo de mensagens WhatsApp, com a modalidade de visualização única.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

Publicados

em

Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

Leia Também:  Procon-MT fiscaliza redução de preço dos combustíveis no Estado

Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

Leia Também:  "MT mostrou resultados de excelência com competições de grande porte e está pronto para eventos ainda maiores", afirma secretário de Cultura, Esporte e Lazer

Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA