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Laboratório Forense da Politec inicia etapa de coleta de DNA de condenados no interior do Estado

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A Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense da Politec iniciou nesta semana a etapa de coleta de material genético de parte da população carcerária do interior do Estado. Uma operação foi feita na penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa da Mata Grande, em Rondonópolis, onde 127 condenados se submeteram ao procedimento.

Segundo a Coordenadora de Perícias de Biologia Molecular, Késia Lopes, os resultados obtidos colaboram com a diminuição da sensação de impunidade. “A expectativa é que as análises dessas coletas permitam identificar quem originou parte desses vestígios (local de crime e vítimas de crime sexual) e isso auxilie na conclusão de inquéritos policiais em aberto ou que foram arquivados por falta de provas”, disse.

Mato Grosso já contabiliza 2.119 coletas de materiais genéticos de condenados. Após a coleta, essas amostras são processadas, analisadas e inseridas pelos peritos criminais no Banco Nacional de Perfis Genéticos que reúne informações dos laboratórios forenses de todo país, para ajudar na apuração criminal e investigação.

Até o final do ano, a meta da Politec é coletar os condenados que estão nas unidades penitenciárias do interior, sendo aproximadamente 700 condenados que se enquadram na legislação e deverão passar pelo procedimento. Entre elas, as unidades prisionais dos municípios de Rondonópolis, Sinop, Água Boa, Tangará da Serra, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum.

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No Estado, já foram inseridos no sistema pessoas custodiadas das unidades Ana Maria do Couto May (feminino), Penitenciária Central do Estado (PCE), Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC) e Complexo Penitenciário Ahmenon Lemon Dantas de Várzea Grande.

O trabalho de inserção na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG) começou em maio de 2019, e é resultado da parceria entre a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio da Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e o Tribunal de Justiça (TJ-MT).

No último ano, a atuação efetiva da Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso em projetos estratégicos voltados ao fortalecimento da Rede Integrada de Banco de Perfis Genéticos resultou no incremento de 16% na quantidade de perfis de DNA cadastrados no Banco Nacional de Perfis Genéticos.

Esse material obtido usando o perfil de DNA é comparado com o material genético de vestígios coletados em vítimas ou em locais de crime. Por isso, o efetivo cadastramento é fundamental para que os vestígios sejam identificados e a Rede Integrada de Banco de Perfis Genéticos (RIBPG) possa auxiliar na elucidação de crimes, verificação de reincidências, diminuição do sentimento de impunidade e ainda evitar condenações equivocadas.

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Enquadram-se na legislação todos os condenados por crime doloso praticado com violência grave contra a pessoa, bem como por crime contra a vida, contra a liberdade sexual ou por crime sexual contra vulnerável. A amostra biológica é colhida com um dispositivo que é inserido na boca do reeducando, sendo uma técnica indolor, para a coleta da saliva e obtenção do perfil genético.

Investigações auxiliadas

A coleta e processamento de 2.162 amostras de DNA de interesse da justiça, obtidos pela Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense da Politec de Mato Grosso, propiciaram a resolução de 13 investigações no âmbito estadual e nacional, a partir da indicação de autoria e materialidade de crimes que deixaram vestígios biológicos, nos últimos sete anos.

Os dados são do último relatório semestral divulgado em novembro de 2021 pela Rede Integrada de Banco de Perfis Genéticos, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Esses resultados são oriundos da coleta de DNA de condenados, vestígios de crime, pessoas de identidade desconhecida e de restos mortais não identificados, e referência direta e indireta de pessoa desaparecida.

Fonte: GOV MT

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Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032

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A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.

A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.

Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.

O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.

Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.

Articulação institucional

O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).

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A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).

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