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Mães relatam a importância do leite humano no crescimento saudável dos bebês

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), em parceria com diversas instituições, lançou na noite desta terça-feira (16.05) a II Semana Mato-grossense de Doação de Leite Humano. Durante a abertura do evento, mães relataram os desafios da amamentação e a importância da doação de leite humano para a saúde dos bebês hospitalizados nas UTI neonatais.

Josemara Lima é mãe da Sophia Lima, de cinco anos. Ela conta que a amamentação nem sempre foi fácil, já que os primeiros dias foram dolorosos em razão da pega incorreta da sua bebê e feridas no seio. No entanto, sua história mudou ao buscar socorro em um dos bancos de leite humano da Capital, que funciona sob a coordenação da SES.

“A equipe do banco de leite me ajudou e fez com que eu conseguisse passar dessa dificuldade inicial da amamentação para amamentar minha filha até os três anos. Esse auxílio fez total diferença na minha vida, porque contei com um olhar de acolhimento e pude lidar com meus medos e inseguranças. Aprendi todo o manejo para uma alimentação adequada da minha filha. Melhorei com a pega, o posicionamento do bebê e já não sentia mais dor”, relata a mãe.

A partir dessa experiência, Josemara decidiu compartilhar sua vivência com outras mães e, em 2021, fundou o Grupo de Apoio Supermães, que hoje tem 200 voluntárias. “Todo meu drama inicial e sucesso na amamentação me inspirou a ajudar outras mulheres e criamos o grupo no sentido de ajudar as mães que passam por essa dificuldade”, diz Josemara.

Além de ver sua vida melhorar a partir da amamentação com uma pega correta, Josemara também percebeu que o leite materno fortalecia ainda mais Sophia, que dificilmente teve viroses, como resfriados e diarreias. “Nos dois primeiros meses, ela teve um quadro de diarreia e nunca teve casos virais graves. Quando ela tinha algum tipo de resfriado, o próprio leite materno fazia a defesa dela, então eu não precisava entrar com medicamento. Minha filha desenvolveu, cresceu e ganhou peso”, celebra Josemara.

O nutricionista e integrante da equipe de Promoção do Aleitamento Materno e Alimentação Complementar Saudável da SES, Rodrigo Carvalho, ressalta que os benefícios do leite humano na vida da Sophia são cientificamente comprovados. Ele informa que as melhorias são comuns entre as crianças que se alimentam de leite materno nas primeiras horas de vida, mantendo-se de forma exclusiva por seis meses e complementado com outros alimentos até os dois anos de idade ou mais.

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“Entre os bons resultados, está a prevenção de anemias, o fortalecimento do sistema imunológico, a redução da chance de desenvolver obesidade e a contribuição para o desenvolvimento cognitivo dos bebês”, pontua o gestor.

O crescimento saudável também é percebido nas filhas de Anna Lauren Bennett, as pequenas Emilly Bennett, de quatro anos, que mamou leite materno até os três anos, e Alice Bennet, de um ano, que se alimenta de leite materno e alimentos complementares. Diferente de Josemara, Lauren teve uma amamentação mais tranquila, mas nem por isso ela deixou de auxiliar as outras mães que precisam de apoio.

“Penso que tenho muita sorte porque depois de conhecer tantas mães com problemas descobri que a amamentação é diferente para cada mulher. Eu achava que era natural e fácil, mas a gente percebe que não é fácil e precisamos sempre de uma rede de apoio”, entende Anna.

Anna já doou leite materno diversas vezes e precisou parar, mas na sexta-feira (19.05) ela vai visitar o banco de leite do Hospital Femina para receber orientações se pode voltar a doar. “Eu reduzi o número de mamadas da minha filha e, consequentemente, meu leite também reduziu, então eu preciso ver se essa quantidade que tenho é suficiente para meu bebê e para doação, nem que seja um pouco, porque a doação ajuda a salvar muitos prematuros das UTI”, compreende a mãe.

Para Crislaine Xavier, mãe de Manuel Xavier, de cinco anos, o que dificulta o aleitamento materno e a doação de leite humano é a escassez de informação sobre o assunto. “Alimentei meu filho por demanda livre na amamentação. Ele não tomou fórmula, mas muitas mães dão fórmula para seus filhos pela falta de informação ou por informação distorcida”, diz Crislaine.

Sobre a Semana

Durante a abertura oficial da II Semana Mato-grossense de Doação de Leite Humano, a coordenadora de Promoção e Humanização da Saúde da SES, Rosiene Pires, falou sobre ambientes saudáveis para promoção da saúde. “Trabalhamos com o empoderamento das mulheres para possibilidades de ambientes saudáveis para elas e seus bebês. Esse empoderamento surge por meio de informação e nosso desafio é desmistificar esse tema, pois a substituição do leite materno causa consequências muitas das vezes irreversíveis à saúde humana”.

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Ainda no evento, a coordenadora de Gestão da Atenção Primária da SES, Regina Paula de Amorim, fez uma apresentação sobre a organização da rede de Atenção à Saúde. Também palestraram na abertura oficial, Josemara Lima, que discutiu o apoio e a mobilização social, e Mariane Alves, da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que liderou a roda de conversa sobre a temática.

Ao fim do encontro foi realizada a entrega de 635 frascos de vidro da campanha “Doe frascos, leve vida e cultive esperança”. Os recipientes vieram de vários municípios do Estado e foram entregues para os bancos de leite armazenarem leite doado.

Programação

Nesta quarta-feira (17.05), ocorreu no período matutino uma visita guiada e roda de conversa no Banco de Leite Humano do Hospital Geral de Cuiabá. Na sexta-feira (19.05), Dia D de Doação, as pessoas que amamentam, e se inscreveram na programação, participarão de visitas nos Bancos de Leite Humano do Hospital Universitário Júlio Müller e do Hospital Geral de Cuiabá, além dos postos de Coleta de Leite Humano do Hospital Beneficente Santa Helena e do Femina Hospital e Maternidade.

Apoiam o evento a Rede Global de Bancos de Leite Humano, o Hospital Geral de Cuiabá, Hospital Universitário Júlio Müller, Hospital Beneficente Santa Helena, Hospital e Maternidade Femina, Grupo de Apoio Supermães, Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Cuiabá, Associação de Doulas de Mato Grosso e o Grupo Bem Gerar.

Como ser doadora

Rodrigo explica que podem ser doadoras as pessoas que estiverem amamentando e produzem qualquer quantidade de leite para além do que o seu bebê necessita. A pessoa doadora precisa estar saudável e não estar fazendo uso de nenhum medicamento contraindicado para o período de amamentação.

Ao atender esses critérios, a pessoa pode se cadastrar em uma das seis unidades de coleta de leite humano distribuídas nos municípios de Cuiabá, no Hospital Geral, Universitário Júlio Muller, Hospital e Maternidade Femina e Hospital Santa Helena. Em Rondonópolis, na Santa Casa de Misericórdia, e em Tangará da Serra, no Hospital Santa Ângela.

Fonte: Governo MT – MT

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Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação

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Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.

Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.

Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.

À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.

O ponto de inflexão ocorre em 2025.

O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.

A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.

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Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.

Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.

Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.

A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.

Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.

Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.

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O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.

Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.

Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.

Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.

Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.

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