MATO GROSSO
Mais de 27 mil pessoas participaram de capacitações promovidas pela CGE
MATO GROSSO
As capacitações promovidas pela Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) entre os anos de 2019 e 2022 alcançaram 27.600 pessoas. O quantitativo atingido envolve o público de capacitações presenciais e o que acompanhou ao vivo as capacitações online. Ao considerar os treinamentos virtuais, cujas gravações estão disponíveis no canal da CGE no YouTube, o alcance foi de mais de 100 mil, total de visualizações dos vídeos até o momento.
Em quatro anos foram realizados 144 cursos como parte do “Programa CGE Orienta – Estado Íntegro e Eficaz”. As capacitações foram voltadas aos servidores públicos estaduais e de outros poderes e esferas, ao controle social e às pessoas jurídicas contratadas ou com interesse em estabelecer negócios com o Poder Executivo Estadual.
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Os temas das capacitações envolveram todas as áreas de atuação da CGE: Ouvidoria, Transparência, Controle, Corregedoria e Integridade. Um dos temas prioritários foi gestão e fiscalização de contratos. Em 2022, por exemplo, mais de 1.100 servidores foram capacitados na temática.
Outros assuntos foram: formação de preços de referência nas compras públicas, Programas de Integridade nas contratações públicas, tomada de contas especial, concessão e prestação de contas de diárias, cessão de servidor, fiscalização de obras rodoviárias com drones, restos a pagar, técnicas de investigação em correição, acesso à informação pública e proteção de dados pessoais.
Destaques
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Realce para os 44 treinamentos dos servidores estaduais para uso do Sistema Estadual de Produção e Gestão de Documentos Digitais (Sigadoc). A série sobre o Sigadoc, realizada entre outubro e dezembro de 2021 simultaneamente pelo Google Meet e pelo YouTube, alcançou 17.105 servidores dos 36 órgãos e entidades estaduais.
Outro evento de destaque foi o XVIII Encontro Nacional de Controle Interno, realizado em parceria com o Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci) em setembro de 2022. O encontro teve 300 participantes presenciais, mais de 18.300 mil visualizações no YouTube até o momento e 15 palestrantes, painelistas e moderadores que trataram de temas inovadores para o controle interno, como igualdade de gênero e de raça, inovação, futuro da liderança e importância de cada ser humano no trabalho.
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Destaque também para o Encontro Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral e Sexual no Serviço Público, realizado em outubro de 2022 em parceria com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). No evento foram disseminadas orientações de prevenção ao assédio nas relações de trabalho. Na hipótese de ocorrer, também foram compartilhadas orientações sobre os canais, as formas de denunciar e as medidas administrativas que podem ser tomadas em relação à vítima e/ou ao suposto agressor.
Prevenção
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A realização de capacitações é uma das prioridades da CGE como parte da vertente preventiva de atuação. Prova disso é a institucionalização do programa “CGE Orienta – Estado Íntegro e Eficaz” como ação permanente de treinamentos aos servidores públicos estaduais, ao controle social e aos fornecedores para promover a integridade e o aperfeiçoamento da gestão pública.
Desde que o programa CGE Orienta foi lançado, em 2019, a cada ano a Controladoria define e divulga calendário de treinamentos com base nas necessidades identificadas pela Controladoria na atuação junto aos órgãos estaduais e em demandas das organizações estaduais.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento
“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.
Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.
O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.
Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.
O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.
A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.
É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.
A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.
Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.
Sobre a Dra. Fabiana Bersch
Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.
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