MATO GROSSO
Mais de 4,6 toneladas de drogas foram apreendidas em MT no 1º bimestre de 2023
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Somente o Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron), unidade da Secretaria de Estado Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), retirou de circulação 2,5 toneladas de entorpecentes entre janeiro e fevereiro deste ano, com prejuízo estimado ao crime organizado de R$ 60,7 milhões.
De acordo com o comandante do Gefron, tenente-coronel PM Manoel Bugalho Neto, Mato Grosso tem 980 quilômetros (km) de fronteira, sendo 750 km de limite seca sem a intercorrência de água e que exige um grande trabalho de patrulhamento.
“O Gefron é responsável pela segurança na fronteira com foco nos crimes transfronteiriços, que no caso de Mato Grosso envolvem as drogas e armas vindas da Bolívia. Outro combate expressivo é o de veículos (roubados ou furtados) sendo levados para Bolívia e, contra esses crimes, o Gefron tem se colocado como uma grande barreira”, afirma Bugalho.
Em fevereiro passado, duas operações conjuntas das forças estaduais de segurança com a Polícia Federal (PF), resultaram na prisão de um piloto e apreensões de uma aeronave e de aproximadamente 2,2 toneladas de cloridrato de cocaína.
Uma das apreensões, de 462 kg e uma aeronave (Cesna Aircraft), aconteceu no aeroporto de Sinop (503 km ao Norte de Cuiabá). Nessa, o piloto, um homem de 25 anos, foi preso em flagrante delito. A segunda e maior apreensão, de 1,7 tonelada, ocorreu na região do Pantanal mato-grossense, no município de Poconé (110 km ao Sul de Cuiabá).
Agora em março, o Grupo de Fronteira prendeu 20 traficantes e apreendeu 650 kg de entorpecentes, 540 munições e 14 veículos. No dia 22 deste mês, dois homens, de 19 e 53 anos, foram presos com 143 tabletes de substância análoga à maconha e cocaína, que pesavam aproximadamente 114,5 quilos de entorpecentes, às margens da BR-163, em Rondonópolis (220 km de Cuiabá). ;
Esta ação foi realizada de forma conjunta entre policiais militares do Gefron, da Força Tática da 14ª Companhia Independente e o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) de Mato Grosso do Sul (MS).
As apreensões fazem parte também do trabalho repressivo realizado pela Polícia Militar (PM), Polícia Judiciária Civil (PJC) e do Ciopaer, bem como do apoio da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Fonte: Governo MT – MT
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Reforma tributária deve mudar custos e exigir revisão de contratos na saúde
Empresas de saúde terão de olhar além das alíquotas para avaliar os efeitos da reforma tributária sobre seus resultados. O perfil dos fornecedores, o aproveitamento de créditos e as condições dos contratos estão entre os fatores que podem influenciar os custos e o planejamento financeiro de hospitais, clínicas e outros estabelecimentos do setor.
Esses impactos foram discutidos em Cuiabá durante o Saúde à Mesa, promovido pelo Sindicato das Empresas de Saúde de Mato Grosso (Sindessmat), em parceria com a FCS Advogados e patrocínio da Huma. A palestra dos advogados Alex Ferreira e Thayelle Vendramini abordou as mudanças na tributação do consumo e da renda e seus reflexos para empresas, sócios e profissionais da saúde.
Uma simulação apresentada por Ferreira ilustrou o peso dos créditos tributários no resultado financeiro. Ao comparar dois hospitais com a mesma receita, mas diferentes níveis de aproveitamento de créditos, o exemplo mostrou uma diferença no tributo a recolher equivalente a 3% do faturamento. O exercício evidenciou como a composição das compras e a organização dos controles podem influenciar o valor a pagar.
Segundo o advogado, os efeitos para cada estabelecimento dependem também do perfil de seus contratantes e das condições negociadas com fornecedores. A preparação passa pela revisão de preços, organização dos documentos fiscais, identificação do regime tributário dos parceiros comerciais e adequação dos sistemas de gestão.
A análise incluiu o funcionamento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a transição para o novo modelo e as particularidades das relações entre prestadores, operadoras de planos de saúde, entidades filantrópicas e poder público.
Os contratos de longa duração também exigem atenção. A orientação apresentada foi integrar as áreas jurídica, contábil, financeira e de compras para avaliar os efeitos das mudanças sobre os compromissos assumidos e planejar a adaptação dos negócios.
Além dos custos das empresas, o encontro discutiu os reflexos sobre a renda de sócios e profissionais da saúde. Thayelle Vendramini abordou a tributação de dividendos, a retenção na fonte e a apuração do Imposto de Renda mínimo sobre rendimentos elevados. Os exemplos relacionaram a distribuição de lucros, os valores recebidos ao longo do ano e o ajuste anual.
Para a diretora executiva do Sindessmat, Patrícia West, o acesso à informação é fundamental para preparar os estabelecimentos para esse cenário.
“A reforma tributária exige atenção e planejamento das empresas do setor da saúde. Com o Saúde à Mesa, o Sindessmat busca aproximar os gestores de especialistas e oferecer informações que apoiem decisões mais seguras. Nosso compromisso é fortalecer as instituições que representamos, promovendo diálogo e conhecimento para que possam se preparar para as mudanças e seguir oferecendo uma assistência de qualidade à população”, destaca.
O presidente do Sindessmat, Dr. Altino José de Souza, afirmou que a iniciativa abre uma série de encontros voltados aos associados, com temas que afetam a gestão dos estabelecimentos.
“Foi uma experiência para avaliarmos a adesão e o interesse de nossos associados, e a avaliação é positiva. Nossa parceria com a FCS Advogados sempre rende bons frutos, com conteúdo atualizado e que impacta na gestão dos estabelecimentos. Agradecemos também o apoio da Huma – Cotações e Compras Eletrônicas LTDA, que apresentou uma ferramenta que pode ser utilizada pelos estabelecimentos e nos ajudou a realizar esse encontro.”
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