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“Mato Grosso dá um salto de 660% na legalidade de abertura de áreas em imóveis rurais”, afirma secretária de Meio Ambiente

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Mato Grosso avançou na legalidade e chegou ao índice de 38% de desmatamento legal nos três primeiros meses de 2022, afirma a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, em entrevista para a rádio Centro América nesta segunda-feira (25.04). O aumento de 5% para 38% representa um crescimento de 660% no percentual, comparando com dados de 2019. 

Conforme a gestora, esse é um marco inédito, e o crescimento da legalidade está de acordo com a legislação brasileira, uma das mais rígidas do mundo. O aumento foi gradativo desde 2019, quando houve uma série de ações implementadas pela gestão: combate ao desmate ilegal, melhoria do licenciamento e do Cadastro Ambiental Rural.

“O cenário do desmatamento em Mato Grosso era quase que totalmente ilegal, não só em 2019, mas em anos anteriores. E isso se perpetua nos dias de hoje quando falamos dos outros estados da Amazônia Legal. Em Mato Grosso o cenário é outro, e isso representa 660% de aumento da legalidade, um dado nunca registrado”, avalia Lazzaretti. 

Conforme a secretária, o desmatamento legal exige que as estruturas do poder público funcionem para que ele possa acontecer. “O processo de licenciamento demorava mais de 5 anos. Hoje, nós mudamos essa estatística, e demora em torno de 90 dias, com um processo totalmente digital”, destaca.  

O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é o primeiro passo para quem quer fazer o desmatamento legal. Ou seja, ele tem que estar com o seu imóvel rural legalizado, e de acordo com o Código Florestal, é possível saber quanto ele tem de área passível a ser desmatada, e onde essa área se localiza dentro do imóvel rural. O próximo passo é apresentar um projeto de exploração florestal. 

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Transparência

“Fizemos uma solicitação formal ao Ministério do Meio Ambiente para que ele possa, além de mostrar dados do desmatamento, o que acontece com os dados do INPE, que ele tenha uma plataforma que separe o desmatamento ilegal do desmatamento legal, quais áreas estão embargadas e quais estão regularizadas. Isso é importante para o Brasil”, conta a secretária.

Mostrar para o mundo que há desmate lícito em Mato Grosso é essencial, por isso, a Sema disponibiliza no portal de transparência dados de áreas embargadas, autos de infração, e os alertas de desmatamento gerados pela Plataforma de Monitoramento por satélites. A plataforma é contratada com recursos do Programa REM Mato Grosso, desde 2019. 

“Mato Grosso tem como objetivo que a maior parte do desmate seja legal, que quem empreende no Estado possa fazer isso de forma lícita, e que os imóveis rurais estejam regularizados conforme o Código Florestal determina”, afirma. 

Combate ao desmatamento ilegal

O Estado intensifica as operações nos municípios que mais desmatam. No primeiro trimestre do ano, foram mais de R$ 360 milhões de multas aplicadas, 597 autos de infração, 65 apreensões entre maquinários e veículos. 

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Comitê Estratégico para o Combate do Desmatamento Ilegal, a Exploração Florestal Ilegal e aos Incêndios Florestais (CEDIF-MT), que reúne órgãos estaduais e forças de segurança Pública, também atua diretamente nas cidades do arco do desmate ilegal. 

“A nossa equipe de fiscalização está em campo, retirando equipamentos dos infratores, embargando as áreas, e inviabilizando que ele possa continuar o crime ambiental. Essa é parte da estratégia de Mato Grosso para evitar que o desmatamento ilegal continue”. 

Dados

O desmatamento legal, ou seja, com autorização do órgão ambiental e respeitando a legislação brasileira, chega a 38% considerando todos os municípios de Mato Grosso, somando 27.366 hectares.

Barra do Bugres, por exemplo, é o município com maior índice de desmate legal, com 99% dos 1.573 hectares autorizados. Outros municípios são: Santa Carmem (94% de desmate legal), Nova Maringá (87%), Tabaporã (85%), Nova Ubiratã (79%), Comodoro, Querência e Campos de Júlio (78%), Paranatinga (77%), Feliz Natal (65%) e Juara (49%). 

O levantamento foi elaborado pela Gerência de Planejamento de Fiscalização e Combate ao Desmatamento (GPFCD) da Sema, que cruzou dados dos alertas de desmatamento dos Satélites Planet de alta resolução (em hectares), com as autorizações de desmatamento e manejo florestal.

Fonte: GOV MT

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Produtores de Rondonópolis e Lucas do Rio Verde debatem gestão e eficiência nas granjas

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A gestão das equipes, a saúde dos animais e o uso de dados para orientar decisões nas granjas pautaram os Encontros Regionais da Suinocultura promovidos pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), em Lucas do Rio Verde e Rondonópolis. Realizada nos sindicatos rurais dos dois municípios, a programação reuniu produtores e profissionais do setor para compartilhar conhecimentos e discutir desafios da atividade.

Presente nas duas edições, Guto Zanata, da SerHumano Profissional, abordou boas práticas de gestão e liderança. O palestrante destacou que os investimentos em equipamentos, tecnologia e genética precisam ser acompanhados pela preparação das pessoas responsáveis pela operação. Segundo ele, a qualidade da liderança influencia diretamente a eficiência e os resultados das empresas.

“O investimento na liderança, nos gestores de cada setor, impacta diretamente no resultado que a empresa precisa ter”, afirmou Zanata. O palestrante também abordou a convivência entre diferentes gerações nas equipes e a necessidade de os gestores reconhecerem as expectativas e formas de trabalho de cada uma.

Em Lucas do Rio Verde, Marcus Rezende, da Olmix/Brasil Central, tratou dos riscos das micotoxinas, substâncias produzidas por fungos que podem estar presentes nas lavouras e durante a armazenagem dos insumos. O especialista destacou os possíveis prejuízos à reprodução, ao consumo de alimento, ao sistema digestivo e à imunidade dos suínos.

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“Não importa de onde ela vem. Se ela chegar no seu suíno, ela vai causar prejuízos”, alertou Rezende. Ele reforçou a importância das boas práticas e da escolha de insumos para o controle desses riscos na produção.

A nutrição de precisão foi abordada por Daniel Graciolli, da De Heus, que apresentou o uso da modelagem na rotina das granjas. Ele explicou que o sistema GPS utiliza uma base de dados de lotes de animais para realizar projeções e apoiar o planejamento da produção.

Segundo Graciolli, a ferramenta “ajuda o produtor a tomar a decisão correta, na hora correta”. O palestrante destacou a crescente aplicação da modelagem nos sistemas de produção e sua relação com o avanço da inteligência artificial.

Em Rondonópolis, a programação incluiu a palestra “Suinocultura com menos antibióticos: o que podemos fazer?”, com Katiuscia Mota, da Feedis/Brasil Central. O tema ampliou o debate sobre os cuidados com a saúde dos animais e as estratégias para reduzir o uso de antibióticos na atividade.

O uso da modelagem para a nutrição de precisão também integrou a edição de Rondonópolis, com Marco Lubas, da De Heus. A programação contou ainda com Bruna Alves Caetano, da Tecnomerc, responsável pela palestra “Visão holística do especialista”.

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Para Jair Miguel Maule, presidente da CooperMutum e participante do encontro em Lucas do Rio Verde, a realização dessas iniciativas aproxima os suinocultores e cria oportunidades de atualização e troca de experiências, inclusive em períodos de dificuldade para o setor.

“Ouvindo umas palestras, trocando umas ideias, revendo as pessoas. E mesmo na dificuldade é importante a gente estar presente”, afirmou. Maule também ressaltou a necessidade de preparar colaboradores e líderes para acompanhar as mudanças tecnológicas e as melhorias nos indicadores de produção.

Com as duas edições, a Acrismat fortalece o intercâmbio de conhecimentos entre produtores e especialistas, conectando aspectos técnicos e de gestão que se complementam no dia a dia das granjas e contribuem para a eficiência da suinocultura mato-grossense.

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