Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Michelly teme que voto secreto favoreça Chico, mas espera firmeza de 15 vereadores declarados ‘pró-Paula’

Publicados

MATO GROSSO

A vereadora Michelly Alencar (União), que faz parte da chapa encabeçada por Paula Calil (PL), criticou o projeto de resolução apresentado pela atual Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá, que propõe tornar secreta a votação para a eleição da próxima presidência do Legislativo.
Segundo ela, a medida, apresentada a menos de uma semana da eleição, favorece diretamente o projeto de reeleição do atual presidente, Chico 2000 (PL).

“Pode até ser que em outros parlamentos, como na Assembleia Legislativa, a votação aconteça de forma secreta, só que aqui isso nunca aconteceu dessa forma. E fazer isso numa sessão extraordinária, oito dias antes da votação, mostra que a gente não está prezando pela imparcialidade, pela transparência, mas sim por um grupo que pode ou não se eleger porque a votação é só daqui a oito dias”, afirmou.

A proposta, que estava prevista para ser votada na sessão extraordinária de segunda-feira (23), acabou adiada após a interferência de vereadores que apoiam a candidatura de Paula. A votação do projeto foi remarcada para a próxima sexta-feira (27), gerando ainda mais críticas sobre a pressa.

Leia Também:  Sema e Bombeiros iniciam queimas prescritas em Unidades de Conservação neste domingo (25)

“É porque vem da presidência esse projeto, né? Então, se vem da presidência e se tem esse interesse de colocar a toque de caixa numa sessão extraordinária, pode privilegiá-lo”, disse.

Apesar disso, a vereadora demonstrou confiança de que os 15 parlamentares que declararam apoio a Paula Calil irão manter a palavra, mesmo que o formato da votação mude.

“Estamos aqui bem convictos de que aqueles que estão conosco, na nossa chapa, que já se apresentaram inclusive para a imprensa, possam manter. Quero acreditar que todos aqueles que já declararam seu voto terão esse bom caráter de permanecer com essa palavra no dia da votação”, destacou.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

Publicados

em

Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

Leia Também:  Governo entrega ônibus escolares, veículos, máquinas e equipamentos a municípios

Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

Leia Também:  "Projeto Mais MT Muxirum pode ser referência para o Brasil", afirma pesquisadora da Unesco

Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA