MATO GROSSO
Ministério altera calendário das etapas de vacinação contra febre aftosa
MATO GROSSO
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) alterou as etapas de vacinação contra a febre aftosa para garantir a oferta de vacina e equacionar a demanda de vacina com o cronograma de produção da indústria. A decisão do Mapa foi tomada em acordo com Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal (Sindan).
Além de Mato Grosso, o Departamento de Saúde Animal (DSA) definiu pela inversão das estratégias de vacinação nos demais estados que compõe o bloco IV do Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFAA): Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo e Tocantins.
Em 2022, a primeira etapa de vacinação, em maio, será destinada aos animais jovens, de até 24 meses. A segunda etapa, no mês de novembro, vai imunizar os animais de todas as idades.
Os produtores que comunicarem ao Indea a vacinação dos bovinos e bubalinos até dois anos de idade terão sua propriedade adimplente. Animais acima de 24 meses, com histórico de vacinação nas etapas anteriores, poderão ser movimentados normalmente e sem a necessidade de vacinação no destino quando se tratar de propriedades localizadas em outros estados que praticam a vacinação e que não compõem o bloco IV.
Para o coordenador de Sanidade Animal do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), Felipe Peixoto, Mato Grosso já vacinava desta forma até 2016 e, em 2017, houve a inversão do calendário, mas por solicitação do setor produtivo.
“Do ponto de vista técnico não há impacto. Desde que possamos promover ampla divulgação com alcance a todos os produtores rurais e lojas veterinárias, visando evitar a aplicação da vacina em animais adultos”.
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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