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Moradores de comunidade de Chapada dos Guimarães participam do processo de formatação do turismo rural

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Técnicos da Empaer (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural) estão trabalhando no processo de formatação, estruturação e qualificação do Turismo Rural junto a moradores da Comunidade de Água Branca, no município de Chapada dos Guimarães (67 km de Cuiabá).

Localizada no entorno do Lago de Manso, com acesso somente por balsa ou barco particular, a comunidade possui 56 propriedades e algumas fazendas com uma diversidade de belezas naturais, entre nascentes, rios, cachoeiras, cânions e montanhas, além da produção agrícola familiar na pecuária leiteira e de subsistência.

Há três meses que os técnicos da Empaer, Elienai Correa e Geraldo Lucio Donizete, estão trabalhando junto aos moradores da comunidade. Neste período, estão sendo identificados os potenciais turísticos da região, a adesão à iniciativa e a busca de parceiros. Até uma agenda com prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner, foi realizada, quando os técnicos apresentaram a proposta, que foi bem aceita pelo gestor. Ele se colocou à disposição no que for possível, conforme a iniciativa for avançando.

Foto: Empaer 

Na comunidade, já foram visitadas 10 propriedades e promovidas duas reuniões com a participação dos moradores e agricultores na sede da associação. Nas conversas, conheceram a importância da cadeia produtiva do turismo rural e suas particularidades.

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O presidente da Associação, Júnior Teodoro, destaca que muitos moradores têm interesse de abrir suas propriedades ao turismo e, quando souberam da proposta para região, abraçaram e estão participando do processo. “Aqui todos buscam uma nova fonte de renda e, porque, não juntar o útil ao agradável”.

Segundo Júnior, a comunidade possui cachoeiras, montanhas, áreas de trilhas para caminhada, bicicleta e motocicleta. “Pra saber explorar com respeito e consciência, precisamos de orientação”, ressalta.

Em uma das visitas, o gerente da cooperativa de crédito Sicredi, de Chapada dos Guimarães, Eduardo Franquini, também conheceu a iniciativa e teve a oportunidade de explicar sobre as opções de linhas de crédito e o modelo de trabalho da cooperativa, que segue os pilares econômico financeiro e social. Ele se comprometeu a apoiar, por meio de  patrocínio na promoção e divulgação, na identificação visual e produção de placas, por exemplo.

“Quando fui convidado para conhecer a proposta, me coloquei à disposição e estamos aqui para somar. A comunicação visual de uma região turística é tudo. Os pontos turísticos, depois de formatados, precisam estar identificados para facilitar o acesso dos turistas”.  

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Foto: Empaer 

Para o morador Lorival Leandro Alves, a iniciativa irá proporcionar a realização do sonho de montar pistas de caminhada, bicicletas e motocicletas em sua propriedade. “Já recebo amigos e parentes. Poder oportunizar essa maravilha, e agregar uma renda extra, é melhor ainda”. Sua propriedade tem a particularidade de uma montanha de fácil acesso, que permite uma vista aérea de parte da comunidade.

Segundo a técnica Elienai Correia, os trabalhos estão apenas começando e novas visitas serão realizadas para dar continuidade ao processo de catalogação dos potenciais atrativos turísticos.  Ela destaca que o trabalho é técnico e minucioso. “Seguimos conversando, trocando ideias, orientando e aglutinando novos parceiros, que irão fazer a diferença na iniciativa”.

Geraldo Donizeti Lucio enfatiza a importância da participação dos moradores da comunidade Água Branca. “Em nossas visitas, percebo que mais moradores têm mostrado interesse em participar. Assim, vamos construindo o projeto, que só dará certo com o apoio de todos”.

Durante o processo de formatação, novos moradores serão cadastrados e visitas agendadas em datas futuras, além da identificação de potenciais parceiros público e privado.

Foto: Empaer

Fonte: GOV MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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