MATO GROSSO
Moraes mantém 14 terroristas de MT presos e solta três; VEJA LISTA
MATO GROSSO
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, converteu a prisão de 14 mato-grossenses em preventiva. Outros três foram liberados com medidas cautelares impostas. Todas essas pessoas foram presas em flagrante por participação nos atos golpistas e terroristas em Brasília no último dia 8 de janeiro. A confusão generalizada causou depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília, pelos criminosos.
Segundo o STF, mais de 140 prisões em flagrantes foram convertidas para preventivas. O ministro apontou evidência dos crimes de atos terroristas, associação criminosa, golpe de Estado, ameaça e outros.
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“O ministro considerou que as condutas foram ilícitas e gravíssimas, com intuito de, por meio de violência e grave ameaça, coagir e impedir o exercício dos poderes constitucionais constituídos. Para o ministro, houve flagrante afronta à manutenção do estado democrático de direito, em evidente descompasso com a garantia da liberdade de expressão”, diz trecho do release publicado pela assessoria do STF.
Entre os mato-grossenses que tiveram a prisão preventiva decretada estão: Abigail Nunes da Costa; Adilson Damazio de Oliveira; Alessandra Cristiane dos Santos Nascimento; Alexandre Lopes Rodrigues; Ezequiel Nogueira Gomes; Jairo de Oliveira Costa; Jean de Brito Da Silva; João Batista Benevides da Rocha; Jocymorgan Mendes Boa Sorte; José Ailton Serafim; Vilma Teixeira de Oliveira; Walmir Blasius; Wanderley Garlak; Yan Souza Sobrinho.
Liberdade provisória
Três mato-grossenses estão entre os 60 que conseguiram liberdade provisória com medidas cautelares. O ministro considerou que, embora tenha fortes indícios da participação no crime, não foram juntadas provas práticas de participação deles nos atos de vandalismo ocorridos em Brasília.
Conseguiram a liberdade: Ana Caroline Elgert; João Batista de Castro; e Luciana Raimundo.
Entre as medidas cautelares imposta por Alexandre de Moraes estão: proibição de ausentar-se de Brasília; recolhimento domiciliar no período noturno e nos finais de semana com uso de tornozeleira eletrônica a ser instalada pela Polícia Federal em Brasília; proibição de ausentar-se do país, com obrigação de realizar a entrega de passaportes no Juízo da Execução da Comarca de origem, no prazo de cinco dias; suspensão imediata de quaisquer documentos de porte de arma de fogo em nome do investigado, bem como de quaisquer certificados de registro para realizar atividades de colecionamento de armas de fogo, tiro desportivo e caça; proibição de utilização de redes sociais; proibição de comunicar-se com os demais envolvidos, por qualquer meio.
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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