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Mostra de Cenas da MT Escola de Teatro traz a magia do circo ao palco do Cine Teatro Cuiabá

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A 15ª Mostra de Cenas do curso superior de Tecnologia em Teatro da MT Escola de Teatro será realizada nesta terça-feira (09.07), a partir das 19h, no Cine Teatro Cuiabá. O evento reúne as produções artísticas dos alunos do curso, que é realizado em gestão compartilhada entre a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e Associação Cultural Cena Onze, e parceria com a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).

Serão apresentados três espetáculos com duração de 30 minutos cada um. Com a temática “Circo”, as peças foram produzidas ao longo dos últimos seis meses e retratam vivências das famílias e trupes circenses que cruzam o mundo rompendo as fronteiras da arte para levar entretenimento e cultura para até os lugares mais inacessíveis.

Na Mostra de Cenas, os alunos do curso superior em Teatro oferecido em Mato Grosso colocam em prática as sete áreas que fazem parte as aulas da graduação: atuação, cenografia e figurino, direção, dramaturgia, iluminação, produção e sonoplastia. Os estudantes também atendem aos critérios da narratividade, apresentando no palco visões críticas e políticas a respeito dos corpos artísticos, sem perder a essência do circo.

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Nos intervalos entre as peças, o público poderá conferir intervenções artísticas da personagem chilena, Sheyla Ramona, interpretada por Danilo Godoy e a palhaça Chaleira, de Thalita Ortence.

As peças têm classificação indicativa para 14 anos. Os ingressos são comercializados pela internet (link aqui) ao custo de R$ 10,00 (inteira) ou R$ 5,00 (meia), com a doação de 2 kg de alimentos não perecíveis. A arrecadação será destinada ao senhor Leonardo Santana de Morais, de 80 anos, que perdeu a casa em um incêndio recente em Várzea Grande.

Conheça os espetáculos:

Mulheres Circenses
Comandar um circo é díficil. Comandar um circo sendo uma mulher é quase impossível. Será, mesmo? O que acontece na cochia de um circo comandado por uma mulher?
Ficha técnica: Direção: Joyce Lombardi; Produção: Cristian Goulart; Dramaturgia: Sol Salomé; Cenário e Figurino: Pedro Fraga; Iluminação: Pedro Coelho e Laís Wrzesinske e Sonoplastia de Janiverso; Atuação: Tonny Di Paula, Guto Tavares, Mabi Pinho e Karina Stein.

Estradas da Vida
Prepare-se para o espetáculo por de trás do espetáculo. O que acontece quando não há mais ninguém rindo? É hora de pegar a estrada com a Companhia Loucos por Trampolim.
Ficha técnica: Direção: Thalita Ortence; Produção: Camila Freitag e Joaldo Rocha; Dramaturgia: Swanzy Regyna e Deva Kiran; Cenário e Figurino: Dinho Thompson e Iris Rubira; Iluminação: Pedro Coelho; Sonoplastia: Claudeci Lima e Débora Barros; Atuação: Ianca Santos, Luana Dantas, Marcos Levi, Thiago Vinagre e Vini Lopes.

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O Circo da Sinclair
Em um circo abandonado, senhora Devil Sinclair e sua assistente, Crystal, embarcam em um processo audacioso de reabertura e reconstrução do local que será palco de um verdadeiro espetáculo permeado pelas lutas e enfrentamentos de cada artista ali presente.
Ficha técnica: Direção: Marcos Alessandro Freitas Melo; Produção: Danilo Gogoy; Dramaturgia: Joma Diva e Sarah De Barros Salum; Cenário e Figurino: Rob Pinheiro e Wenni Justo; Iluminação: Laís Wrzesinski; Sonoplastia: Mariana Borealis; Atuação: Bruna Mattozo, Bruna Rodrigues, Davi Silva e Mateus Scariot.

(Com informações da Assessoria)

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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