MATO GROSSO
MPE pede apreensão de itens utilizados nos acampamentos em frente aos quartéis do exército
MATO GROSSO
O Ministério Público Estadual (MPE) enviou uma solicitação ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, pedindo a apreensão dos materiais utilizados por manifestantes acampados em frente aos quartéis do exército em Mato Grosso. O documento inclui itens como: barracas, freezers, churrasqueiras e outros materiais utilizados nos acampamentos. A solicitação foi assinada pelo procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, e ainda não foi avaliada pelo ministro.
Com assinatura no dia 29 de novembro, o procurador-geral pediu que todo o material apreendido fosse doado para entidades filantrópicas. Ainda segundo o requerimento, Borges solicita que a Superintendência da Polícia Rodoviária Federal e Secretaria de Segurança Pública do Estado de Mato Grosso (SESP-MT) façam um detalhamento das placas, tipos e proprietários de todos os veículos que participaram dos atos antidemocráticos.
“Determinação para que a Superintendência da Polícia Rodoviária Federal e Secretaria de Segurança Pública do Estado de Mato Grosso, detalhem placas, tipos de veículos, proprietários com qualificação etc. de todos os veículos que participarem de atos antidemocráticos que se seguirem para que os proprietários, pessoas físicas e jurídicas, possam ser incluídas no polo passivo desta ação”, escreveu Borges.
Na solicitação há o pedido de insdiponibilidade dos veículos e também uma multa de R$ 20 mil (para pessoas físicas) e R$ 100 mil (para pessoas jurídicas), de todos os envolvidos nos atos. Um pedido de investigação também foi descrito no documento, o objetivo é encontrar quem são os financiadores e organizadores dos atos. A ação também pode culminar no bloqueio de bens dos possíveis financiadores dos atos e acampamentos.
“Determinação para que a Secretaria de Segurança Pública do Estado de Mato Grosso e Superintendência da Polícia Federal em Mato Grosso façam as investigações necessárias visando identificar todos os que estão financiando ou organizando os eventos antidemocráticos, bem como aqueles que estão cooptando a população mato-grossense, para que possam ser incluídos nos autos”, pediu o procurador-geral.
OLHAR JURÍDICO
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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