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MPF manda Conselho de Ética investigar vereadora por fake news

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A vereadora de Nova Mutum, Vera Lucia Grodzicki, a Dra. Vera (Republicanos), poderá ter um procedimento disciplinar instaurado contra ela pela Câmara de Vereadores do município e, caso seja condenada, corre o risco de perder o cargo. A parlamentar é investigada por ter, supostamente, disseminado fake news e insinuado que teriam ocorrido fraudes durante o processo eleitoral de 2022 para a Presidência da República.

Vera Lucia, que é bolsonarista, era investigada pelo Ministério Público Federal (MPF), que no final de 2022, instaurou um procedimento para apurar supostos crimes cometidos por ela, por conta de publicações na internet, onde ela se posicionava de forma contrária ao resultado da eleição presidencial, vencida por Lula (PT). Em uma das postagens, ela teria insinuado que o Supremo Tribunal Federal (STF) teria interferido no pleito e até mesmo fraude nas votações. “E aqui mais uma opinião: os indícios existem.

Basta ver as ações, no mínimo insanas, do STF. E para quem usa o mote aceita que dói menos a maior dor é ter um ladrão como representante do meu país. Não dá para aceitar”, afirmou a parlamentar. Após o procedimento, o MPF entendeu que não haviam elementos para mover uma ação penal, arquivando a investigação. No entanto, o órgão ministerial, através da Segunda Câmara de Coordenação e Revisão, encaminhou cópia dos autos para o Conselho de Ética da Câmara de Vereadores de Nova Mutum.

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Caso responda a algum procedimento na Casa de Leis, Dra. Vera pode até mesmo perder o cargo. “Arquivamento que não gera coisa julgada, podendo as investigações serem reabertas se houver notícia de novas provas. Homologação do arquivamento. Considerando que a investigada ocupa o cargo de Vereadora remetam-se cópia dos autos ao Conselho de Ética da respectiva casa legislativa”, diz a decisão.

 

FOLHA MAX

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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