Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

MT gerou 57 mil novos postos de trabalho em 2022

Publicados

MATO GROSSO

Mato Grosso gerou 57.354 novos postos de trabalho no ano de 2022 e tem a 6º melhor performance no país na variação de saldos de empregos gerados. Foram admitidos 587.317 trabalhadores enquanto 529.963 foram desligados, um percentual positivo de 7,33%, acima da média nacional que foi de 5,01%. No país foram gerados 2 milhões de novos empregos formais. O salário médio no país é de R$ 1.944,17. 

As informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho mostram que a maioria dos contratados em Mato Grosso no ano passado são jovens de 18 a 24 anos com ensino médio completo. 

O setor de serviços foi o maior empregador, gerando 27.602 novos postos de trabalho, seguido pelo comércio que abriu 14.193 vagas. Em terceiro está a agropecuária com 7.609 empregos, depois vem a indústria com 4.056 vagas e por último a construção civil com 3.894 postos de trabalho. 

Dentre as cidades de Mato Grosso, Cuiabá foi a que mais abriu vagas com 14.579 novas contratações. Em seguida vem Rondonópolis, que gerou 5.512 empregos. Sinop está em terceiro lugar com 4.233 postos de trabalho, seguido por Sorriso com 3.935. 

Leia Também:  Cuiabá inaugura Centro de Testagem da Covid; site agendará atendimentos

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, aponta que as contratações pelo setor privado em Mato Grosso também são resultadas das ações do Governo, que tem investido na economia, atraindo empresas que passaram a ter mais segurança para expandir os negócios. 

“O Governo tem concedido créditos por meio da Desenvolve MT, desburocratizou o acesso aos benefícios fiscais no Estado, tem investido em logística melhorando rodovias para escoamento da nossa produção, organizado setores produtivos. Acreditamos que esse ano de 2023 teremos um desempenho ainda melhor na geração de emprego e renda”, exalta. 

Fonte: GOV MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

Publicados

em

Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

Leia Também:  Advogado de suspeito adota perfil midiático e de ostentação

Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

Leia Também:  Mauro Mendes assina decreto que obriga gravação dos treinamentos das forças de Segurança

Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA