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Nova cultivar de bananeira tipo Terra é lançada em Tangará da Serra

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Uma nova cultivar de banana tipo terra, conhecida como banana de fritar, será lançada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), por meio da Empaer (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural).

O lançamento da BRS Terra-Anã será durante o Dia de Campo, na quarta-feira (09.11), às 7h30, na Estância São Francisco, na área do produtor rural Eduardo Carneiro Teixeira, no município de Tangará da Serra (239 Km a Médio-Norte de Cuiabá). A cultivar apresenta frutos com características semelhantes a cultivar tradicional, porém com alta produtividade, maior número de frutos por cacho e porte baixo, o que facilita as operações de manejo e colheita

O novo material foi introduzido e selecionado pelo Programa de Melhoramento Genético de Banana e Plátano, da Embrapa Mandioca e Fruticultura, se destacando nos trabalhos de pesquisa em diferentes regiões do Brasil, principalmente em Mato Grosso.

O pesquisador da Empaer, Humberto Marcílio Carvalho, fala que a banana é a principal fruta produzida no Estado, que possui uma área de quase 7 mil hectares e uma produção de 72 mil toneladas, segundo dados do IBGE de 2021. Ele destaca que o cultivo da bananeira é explorado, principalmente por pequenos produtores e assentados, sendo a cultura a principal fonte de renda e alimento da agricultura familiar

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O potencial de produtividade da BRS Terra-Anã está em torno de 30 toneladas por hectare, em condições favoráveis da lavoura, e pode ser cultivada em plantios adensados. Apresentam, em média, de 8 a 9 pencas e 45 a 50 frutos por cacho. De acordo com Humberto, a bananeira do tipo Terra, também conhecida como banana da terra ou plátano, será mais uma opção de cultivo para os produtores.

 O potencial de produtividade da BRS Terra-Anã está em torno de 30 toneladas por hectare     

No Estado, o cultivo de plátano está distribuído em mais de 80 municípios, se destacando como a principal frutífera da agricultura familiar. “Em média, 50% da área colhida é de bananeira tipo Terra (plátanos). O plantio comercial, em sua maioria, é com a cultivar Farta Velhaco, que, apesar de ser preferida pelo mercado local, apresenta algumas características indesejáveis, com baixa produtividade e porte elevado. A BRS Terra Anã vai atender à demanda do mercado estadual, com grande aceitação no mercado consumidor”, esclarece.

Durante o Dia de Campo, os participantes percorrerão seis estações, com os especialistas abordando os seguintes temas – Uma nova opção tecnológica de plátanos, principais características, tratos culturais e manejo nutricional da BRS Terra-Anã, manejo integrado da Sigatoka-negra, mudas micropropagadas, aclimatização, plantio, custo de produção, comercialização e subprodutos à base de frutos da BRS Terra-Anã.

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Participam das estações, os pesquisadores da Embrapa Mandioca Fruticultura, Edson Perito Amorim, Ana Lúcia Borges, Hermínio Rocha e Marilene Fancelli; o pesquisador da Empaer, Humberto Carvalho; representante da Multiplanta Tecnologia Vegetal, Márcio Assis; e os produtores rurais Eduardo, Ciro Cercino e Eliel Porto.  O evento contará com a participação de agricultores, estudantes, técnicos e outros. O encerramento está previsto para às 12 horas.

Dia de Campo

Na sexta-feira (11.11), também será realizado um Dia de Campo, no município de Cáceres (225 km a Oeste da Capital), no Centro Regional de Pesquisa e Transferência de Tecnologia da Empaer. O enfoque é divulgar a cultivar BRS Terra-anã. O Pesquisador Marcílio explica que o Centro de Pesquisa trabalha há 25 anos testando cultivares de banana com características agronômicas e comerciais, que possam ser recomendadas aos agricultores familiares.

A finalidade do trabalho é apoiar o processo de desenvolvimento da bananicultura de subsistência e comercial, com ações de pesquisa para selecionar cultivares mais produtivas e resistentes às principais doenças. O evento começa às 7h30 e encerra às 12 horas.

Fonte: GOV MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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