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Nova Rota e Corpo de Bombeiros firmam parceria para reforço no combate às queimadas

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A Concessionária Nova Rota do Oeste e o Corpo de Bombeiros firmaram parceria para o atendimento e combate mais rápido às queimadas localizadas às margens da BR-163 em Mato Grosso, em trecho que compreende 11 municípios da Baixada Cuiabana.

A cooperação com o Comando Regional 1 do Corpo de Bombeiros (CRBM-1) também visa utilizar de forma mais eficiente os recursos operacionais destinados ao combate aos incêndios.

Para isso, os operadores de tráfego da BR-163/364 passam a dar apoio ao Corpo de Bombeiros, avaliando as ocorrências no local e registrando a situação durante o monitoramento de rotina. Os bombeiros também seguem monitorando o mapa de calor e, sempre que identificarem uma situação suspeita no trecho sob concessão, solicitarão à Nova Rota a verificação do local para identificar a situação.

“Os nossos operadores de tráfego são treinados e têm condições de avaliar a situação e dimensão de um foco de calor. Existindo a possibilidade de resolver o problema, a Concessionária atua imediatamente. Caso seja um incêndio maior, que coloque em risco a segurança da equipe, o Corpo de Bombeiros é acionado para atuar na ocorrência”, explica a gerente de Operações da Nova Rota do Oeste, Bárbara Natane.

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Conforme a comandante do CRBM-1, tenente-coronel Sheila Sebalhos, a parceria prevê a intensificação da comunicação entre a Sala de Situação do CBM, o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) e o Centro de Controle Operacional da Nova Rota do Oeste. Segundo ela, isso vai garantir mais eficiência na atuação dos militares.

“É uma parceria importante, porque amplia a capacidade de atendimento aos municípios da Baixada Cuiabana. Com o apoio da Nova Rota do Oeste para o monitoramento, conseguimos destinar nossos recursos às ocorrências que são mais graves ou mesmo atender mais rapidamente uma queimada que está às margens da rodovia”, observa.

O monitoramento da Nova Rota do Oeste será focado nos trechos da BR-163/364 que vão da Serra de São Vicente (a partir das Águas Quentes) até Nobres, e da BR-070, em Cuiabá e Várzea Grande.

Para o combate às queimadas, a Nova Rota dispõe de seis caminhões pipa (sendo um alugado especialmente como reforço às atividades para esta época do ano), abafadores em todas as viaturas operacionais (cerca de 70 veículos) e equipes treinadas para atuação em pequenos focos.

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Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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