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Nova rota pode encurtar acesso ao Pantanal por estrada de usina centenária

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Uma nova rota de acesso ao Pantanal por uma estrada entre Várzea Grande e Barão de Melgaço pode atrair turistas pela beleza do percurso, passando pela antiga Usina Itaici, e ainda encurtar o trecho até o bioma. Caso o trecho fosse asfaltado, seria encurtada a distância em até 40 km. Atualmente, da capital a Barão de Melgaço é pela MT-040 e são 110 km de distância.

No final de semana, o vice-governador Otaviano Pivetta, representantes das pastas de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Ciência e Tecnologia (Secitec), Cultura, Esporte e Lazer (Secel) participaram de um estradeiro, que pode se tornar uma rota de turismo, reduzindo o acesso ao Pantanal de Barão de Melgaço.

A ação foi organizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pela Instância de Governança Regional (IGR Pantanal), criada há cerca de dois anos, que envolve prefeituras de Cáceres, Poconé, Nossa Senhora de Livramento, Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço e Porto Esperidião, e empresários do setor do turismo.

A proposta do estradeiro foi percorrer a rota da Praia Grande, em Várzea Grande, passando pela antiga Usina Itaici até Barão de Melgaço. Caso o trecho fosse asfaltado, seria encurtada a distância em até 40 km. Atualmente, da capital a Barão de Melgaço é pela MT-040 e são 110 km de distância.

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A Usina Itaici foi a primeira na produção de açúcar e cachaça em Mato Grosso, datada de 1896. O imóvel foi tomado como patrimônio estadual desde 1984 está cerca de 40 km de Santo Antônio de Leverger.

“Vamos desenvolver um projeto e apresentar ao governador Mauro Mendes criando mais essa rota de turismo na baixada cuiabana, valorizando ainda mais o pantanal de Santo Antônio de Leverger, Nossa Senhora do Livramento e Barão de Melgaço. A Usina de Itaici, além de um patrimônio cultural, pode se tornar um produto turístico”, avaliou o secretário adjunto de Turismo da Sedec, Felipe Wellaton.

O conselheiro do TCE, Sérgio Ricardo, disse que a instituição já vinha discutindo o desenvolvimento do Estado e o fim das desigualdades regionais, por isso propôs a realização do evento com essa viagem que passa pelos municípios de Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço, para criar um roteiro de turismo que auxilie o desenvolvimento do turismo nessa região do pantanal mato-grossense.

“O turismo é o setor que mais gera emprego e renda. Precisamos viabilizar a questão turística nessa região, levando desenvolvimento para a região pantaneira, com possibilidades de geração de riqueza e qualificação das pessoas que moram nesses municípios”, pontuou.

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O vice-governador Otaviano Pivetta esteve pela primeira vez na região, pela MT-452 e MT-050, conhecendo o potencial turístico, as riquezas naturais e ainda as necessidades de infraestrutura para o desenvolvimento do setor.

“Nós entendemos que a indústria do turismo é o próximo grande passo para Mato Grosso. Nós temos vocação. Estamos conhecendo essa região, conversando, planejando para melhorar a infraestrutura tanto da condição do transporte terrestre, as estradas, como a energia que, no decorrer do trajeto, a gente percebe que são monofásicas e também o sinal da internet que é uma das deficiências”, declarou.

O secretário de Ciência e Tecnologia, Allan Kardec, avaliou que essa posição de liderança do TCE é importante diante da licitação da orla de Barão de Melgaço, realizada no dia 16 de outubro, ter dado novamente deserta.

“Essa iniciativa é importante para o desenvolvimento da região. É uma rota turística, cultural e econômica e tenho certeza que a partir daqui, com a ajuda, obviamente, do Governo do Estado, das bancadas federais, da bancada estadual, nós vamos tirar esse projeto do papel, e teremos um novo conceito macroeconômico para essa região, na base do turismo”, afirmou.

Fonte: Governo MT – MT

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Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso

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A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.

De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.

Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.

Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.

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O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:

“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.

A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.

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