MATO GROSSO
Nova secretária adjunta da Setasc aponta que o social de MT vive momento de evolução
MATO GROSSO
O governador Mauro Mendes, por meio do Diário Oficial, publicou nesta terça-feira (03.01) a nomeação da tenente-coronel PM Grasielle Paes Silva Bugalho como secretária adjunta de Cidadania e Inclusão Socioprodutiva, da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), e, até que seja definido o nome da secretária titular da Pasta, Grasielle responderá interinamente.
A escolha do nome da tenente-coronel foi chancelada pela primeira-dama de MT, Virginia Mendes, que destacou as qualidades do militar. “Grasielle já estava bem próxima a mim e conhece todos os projetos que idealizei no social sob a gestão da Setasc. Tenho certeza que ela vai fazer um ótimo trabalho, e até que tenhamos o nome definido para a pasta ela vai fazer a gestão”, explicou.
Grasielle Bugalho disse que ficou honrada e feliz com a escolha do seu nome. Ela falou sobre a missão que a primeira-dama do Estado delegou.
“Recebi o convite com alegria. A confiança que foi depositada pela primeira-dama Virginia Mendes e pelo governador Mauro Mendes a meu nome me deixa honrada. A missão que a dona Virginia nos deu como social é algo que vai além do dia-a-dia, porque o olhar dela para o social é realmente do coração, é uma área do Governo de MT que ela quer que produza mais, e que tenha de fato a eficiência no atendimento, alcançando todos os 141 municípios”, destacou.
De acordo com a secretária interina, os projetos que já foram lançados terão continuidade e alguns serão implementados juntamente com a primeira-dama Virginia Mendes, que atua como voluntária no governo na Unidade de Ações Sociais e Atenção à Família (Unaf).
“A determinação é a continuidade dos projetos e a implementação de alguns, para que dessa forma possamos atender a população da melhor maneira, priorizando os mais vulneráveis. Temos dois projetos extremamente importantes, a construção das casas para famílias em situação de vulnerabilidade social, e vamos dar o pontapé inicial aos cursos de capacitação com uma quantidade de vagas histórica no estado: 50 mil”, afirmou.
Segundo Grasielle, o Estado passa a viver um momento de colheita dos frutos. “A primeira-dama traz o olhar de que toda ação que leve a política pública precisa ser inclusiva em todos os aspectos, e enxergamos isso no Programa Ser Família, que engloba inúmeros projetos com atenção para crianças, mulheres, idosos, dentre outros. Vamos caminhar as duas vertentes, ao mesmo tempo que vamos assistir os que mais precisam, também vamos proporcionar ferramentas necessárias para que as pessoas possam ter chance de crescer. Esse é um momento de ainda mais evolução e expansão no social”, avaliou.
Virginia Mendes agradeceu a contribuição da ex-secretária Rosamaria Carvalho. “Somos gratos pelo período que a Rosamaria dedicou ao estado. Estarei mais próxima das ações sociais, como o governador disse, agora temos condições de trabalhar e entregar ainda mais resultados”, pontuou.
Confira o perfil da gestora
Grasielle Paes Silva Bugalho é natural de Naviraí (MS), tem 43 anos de idade, e há 25 é militar. É bacharel em Direito e possui especializações em Direito Administrativo e Administração Pública (UFMT); Gestão de Segurança pública e em Direito da Criança e do Adolescente; Política Estratégica e Desenvolvimento Regional Aplicado a Segurança Pública; e Psicologia – Terapia Comportamental Cognitiva.
A tenente-coronel é, também, instrutora/professora das disciplinas de Tiro Policial, Legislação Policial Militar, Direito Administrativo, Direitos Humanos, Policiamento de Trânsito, dentre outras. Ela já atuou em diversas Unidades Policiais Militares no interior e capital, tanto em funções administrativas, tendo comandando o Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário, o 9º Batalhão de Polícia Militar (Tijucal), a Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Praças e recentemente estava na função de Subchefe do Gabinete Militar do Estado.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos
Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.
Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.
Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.
“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.
Os erros financeiros mais comuns entre casais
Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.
Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.
Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.
Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.
“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.
Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos
Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.
“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.
Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.
Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:
Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.
“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.
Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor
Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?
De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”
Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.
Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.
Construindo o futuro juntos
Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.
Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.
“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.
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