MATO GROSSO
Nova unidade socioeducativa é a 1ª integralmente monitorada com câmeras do Vigia Mais MT
MATO GROSSO
A unidade atenderá a região do Vale do Araguaia na aplicação de medidas socioeducativas e ressocialização de adolescentes em conflito com a lei.
A secretária-adjunta de Justiça do Estado, Lenice Santos, destacou a modernidade da nova unidade em comparação com a antiga, que funcionava de maneira inadequada em uma delegacia de polícia.
“Agora, diferente da unidade antiga, mantida de maneira inadequada e provisória onde antes era uma delegacia de polícia, essa entregue pelo governador Mauro Mendes é moderna e nos oportuniza trabalhar com todos os pilares da socioeducação”, afirmou.
O novo prédio, construído em uma área de 2.365 metros quadrados, tem capacidade para receber 60 adolescentes e dispõe de 34 alojamentos individuais e coletivos, quatro salas de aula, quadra de esportes, campo de futebol de grama, cozinha de panificação, refeitórios, espaços multiuso e de atendimento técnico, duas lavanderias, banheiros individuais e coletivos, além de outros setores administrativos.

A unidade – inaugurada na última quinta-feira (04.07) pelo Governo de Mato Grosso – é destinada ao público masculino, com 15 vagas para internação provisória e 45 para internação definitiva, conforme o tempo previsto em decisão judicial.
O secretário de Segurança, coronel César Roveri, ressaltou a importância do novo Case e de outros investimentos feitos pelo Governo do Estado em Barra do Garças, entre 2019 e o primeiro semestre de 2024. No Case, foram investidos R$ 14,2 milhões. Outros R$ 4,3 milhões foram destinados à modernização do sistema de comunicação das polícias com rádios digitais e à aquisição de um caminhão autotanque para a unidade do Corpo de Bombeiros, totalizando R$ 18,5 milhões nessas três ações.
Além da construção da unidade, que era uma reivindicação antiga desde 2010, Roveri destacou o reforço ao efetivo policial, a entrega de armamentos, pistolas Glock, fuzis e equipamentos não letais (de incapacitação neuromuscular), entre outros. O Governo também entregou 216 câmeras ao município e está integrando Barra do Garças ao programa Vigia Mais MT.
“Essas melhorias foram planejadas visando atender a comunidade, melhorar a qualidade dos serviços oferecidos e as condições de trabalho dos policiais”, enfatizou o secretário.

MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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